O candidato dos pés de chumbo

Por:Arimatéia Azevedo
Marcelo Castro, o candidato com pés de chumbo, precisa urgentemente de um fato político que o favoreça. Mas nas atuais circunstâncias, com o governo que Zé Filho herdou se desfazendo em desarranjos financeiros, este não parece ser exatamente um cenário em que possa aparecer alguma coisa muito boa que favoreça a subida do deputado federal peemedebista. Nas pesquisas de opinião ele segue estacionário, sempre abaixo de 20% das intenções de votos e, pior que isso, empatado com o ex-senador Mão Santa (PSC), que é o campeão da rejeição. Com esse desempenho pífio, nenhuma notícia boa no governo e a limitada capacidade da gestão Zé Filho de produzir fatos positivos para alavancar sua candidatura, Castro corre o risco de não ser nem mesmo uma versão século 21 de Cristiano Machado, o candidato do PSD a Presidente em 1950, abandonado por seus correligionários que preferiram abraçar Getúlio Vargas. E por que o deputado peemedebista nem serviria nem para ser um candidato a ser largado no meio do caminho? Porque com seus índices de intenção de votos muito baixos, ele se converte até aqui em um pé de chumbo, com dificuldade demais para caminhar até a convenção de 30 de junho. Resultado: sua candidatura que era uma certeza caminha fortemente para um campo de dúvidas. Está na hora de o ex-governador Wilson Martins explicar, com toda sinceridade, porque escolheu Marcelo, em detrimento de seu vice.

Presidenciável Eduardo Campos, com 6% na pesquisa nacional, virá ao Piauí estimular a candidatura de Marcelo Castro, que não decola

Anda tem gente com a doce ilusão de achar que vai surgir um fato novo para despregar os pés de Marcelo Castro e subir seus índices nas intenções de voto.

Esse fato novo seria a vinda de Eduardo Campos (e Marina Silva) ao Piauí. 
Entenda, Eduardo Campos tateia nas pesquisas em torno de 6%.

Aliás
Há uma boa possibilidade para a candidatura governista se fazer mais notada: é ir para o campo da oposição em nível federal. O espaço governista no Piauí, nesta área, está sendo ocupado por um Wellington Dias que, atualmente, nada de braçadas nas pesquisas de opinião pública.
Olha o perigo
Dilma não é imbatível e as mais recentes pesquisas mostram exatamente isso. Na última sondagem do Vox Populi, ficou com 40% – ainda vencendo em primeiro turno, mas numa eleição que só vai ocorrer daqui a cinco meses e meio. Ou seja, pode estar em fazer oposição a Dilma uma chance de fazer crescer as intenções de votos dos governistas no Estado.

Olha o perigo 2

Problemas para Dilma, problemas para Lula. Segundo o jornalista José Roberto de Toledo, de O Estado de São Paulo, o “volta, Lula” não seria “o passeio imaginado pelos petistas que não querem ver Dilma Rousseff disputando a própria reeleição”. 
Olha o perigo 3
Segundo ainda a informação do jornalista, o Ibope testou um cenário com Luiz Inácio Lula da Silva no lugar de Dilma, enfrentando só Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). O ex-presidente ficou com 42%, apenas três pontos a mais do que Dilma.

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