O
meio político ficou em alvoroço com as últimas declarações do
ex-prefeito Sílvio Mendes sobre a sucessão estadual. Ele declarou que
não sabe se será candidato às eleições do próximo ano, mas, vier a
concorrer ao pleito, não irá disputar os cargos de vice-governador nem o
de Senador. Como se houvesse alguma novidade nisso.
meio político ficou em alvoroço com as últimas declarações do
ex-prefeito Sílvio Mendes sobre a sucessão estadual. Ele declarou que
não sabe se será candidato às eleições do próximo ano, mas, vier a
concorrer ao pleito, não irá disputar os cargos de vice-governador nem o
de Senador. Como se houvesse alguma novidade nisso.
Desde
o começo da discussão em torno da sucessão do governador Wilson
Martins, o ex-prefeito vem reiterando exatamente essas duas posições. A
novidade de sua entrevista foi o sal a mais que jogou no PMDB, ao
declarar que o partido será capaz de abandonar o vice-governador Zé
Filho, se ele não vier a assumir o governo.
o começo da discussão em torno da sucessão do governador Wilson
Martins, o ex-prefeito vem reiterando exatamente essas duas posições. A
novidade de sua entrevista foi o sal a mais que jogou no PMDB, ao
declarar que o partido será capaz de abandonar o vice-governador Zé
Filho, se ele não vier a assumir o governo.
Ora,
mas nem aí há nada de original. O PMDB é craque nessas artimanhas. Quem
não lembra? Em 2002, o candidato oficial do partido ao governo era o
professor Jônathas Nunes, ex-reitor da Uespi, porém o partido preferiu
correr para o palanque do petista Wellington Dias, quando este passou a
liderar as pesquisas de intenção de voto.
mas nem aí há nada de original. O PMDB é craque nessas artimanhas. Quem
não lembra? Em 2002, o candidato oficial do partido ao governo era o
professor Jônathas Nunes, ex-reitor da Uespi, porém o partido preferiu
correr para o palanque do petista Wellington Dias, quando este passou a
liderar as pesquisas de intenção de voto.
Quer
outra? Em 2006, o PMDB peitou o senador Mão Santa, seu principal líder,
na convenção, com o objetivo de derrotá-lo, simplesmente para votar na
reeleição do governador Wellington Dias. Mão Santa conseguiu vencer a
convenção, contudo o partido foi rachado para a campanha e ele acabou
sendo derrotado nas urnas.
outra? Em 2006, o PMDB peitou o senador Mão Santa, seu principal líder,
na convenção, com o objetivo de derrotá-lo, simplesmente para votar na
reeleição do governador Wellington Dias. Mão Santa conseguiu vencer a
convenção, contudo o partido foi rachado para a campanha e ele acabou
sendo derrotado nas urnas.
Então,
com esse currículo, que dificuldade o PMDB teria em passar a perna no
vice-governador Zé Filho, se este não se viabilizasse como candidato a
governador? Ou, ainda, se ele não desse aos seus correligionários todas
as garantias para que pudessem renovar seus mandatos nas eleições do
próximo ano?
com esse currículo, que dificuldade o PMDB teria em passar a perna no
vice-governador Zé Filho, se este não se viabilizasse como candidato a
governador? Ou, ainda, se ele não desse aos seus correligionários todas
as garantias para que pudessem renovar seus mandatos nas eleições do
próximo ano?
Se as declarações do
ex-prefeito incomodaram, certamente é porque elas tocaram na ferida,
tanto na do PMDB quanto nas dos demais partidos, inclusive na do seu,
que não consegue se afirmar para uma disputa estadual. Os que se
arrepiaram com as declarações do tucano esquecem que é esse seu estilo
franco, aberto, às vezes confundido com ingenuidade, que o mantém na
crista da onda junto ao eleitor tanto tempo depois de ele ter deixado o
cargo de prefeito e também de ter perdido a eleição de governador. Outro
já teria sumido do mapa da política.
ex-prefeito incomodaram, certamente é porque elas tocaram na ferida,
tanto na do PMDB quanto nas dos demais partidos, inclusive na do seu,
que não consegue se afirmar para uma disputa estadual. Os que se
arrepiaram com as declarações do tucano esquecem que é esse seu estilo
franco, aberto, às vezes confundido com ingenuidade, que o mantém na
crista da onda junto ao eleitor tanto tempo depois de ele ter deixado o
cargo de prefeito e também de ter perdido a eleição de governador. Outro
já teria sumido do mapa da política.
