O fim da Agespisa

Um programa de desligamento voluntário está sendo gestado na Agespisa. A expectativa é de que atinja uns 400 empregados da empresa – aposentados que não podem sair por risco de cair na ruína dos proventos a inativos pagos pelo INSS. Porém, a saúde financeira da empresa, debilitada por sucessivas gestões ruinosas e pela recalcitrante mania de não recolher impostos e encargos federais, minou qualquer possibilidade de a Agespisa seguir com o seu atual modelo empresarial. 
A Agespisa que paga salários muito acima da média do mercado, que é uma vaca leiteira de uns poucos afortunados, está morta. Resta alguém com coragem para enterrar esse cadáver paquidérmico. Talvez o atual presidente da empresa, Antônio Filho, consiga – mas só o fará se Wilson Martins, seu chefe, assim determinar. Talvez o faça, movido pelo sincero desejo de salvar a Agespisa, que está como alguém se afogando em seu próprio vômito. Como é uma espécie de zumbi, que caminha, mas não vive, a Agespisa precisa ser ressuscitada. E isso só se faz enterrando de vez o velho corpo da companhia, o que implica, sim, em cortar empregos, gastos desnecessários e obstruir os canos por onde as economias da empresa escapam.Por:Arimatéia Azevedo

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.