O governo desafina

Por:Arimatéia Azevedo
É cada vez maior a convicção de que Wellington Dias pode mexer em todo mundo no governo dele, menos nos secretários Rafael Fonteles (Fazenda), Franzé Silva (Administração e Previdência) e Antônio Neto (Planejamento). Os três parecem ser um naipe de violinos muito afinados numa orquestra que não é lá essas coisas. Por isso mesmo, quando nem bem chegou ao primeiro ano de gestão, o governador precisa parar de viajar, colocar os pés no chão e mexer na equipe. Há auxiliares, inclusive do primeiro time, ou seja, do primeiro escalão, que só têm acesso ao chefe nos encontros coletivos, que nem sempre ocorrem. Há outros membros do governo tão fora de sintonia que não sabem sequer se o governador se encontra na cidade. E, o mais assustador, existem aqueles que acham que além do salário, ainda têm comissão para receber. As queixas de fornecedores e prestadores de serviços são recorrentes sobre as dificuldades de receber pagamentos em determinados órgãos. O que ocorre, atualmente, no Iaspi, parece tratar de jogo de poder, para saber quem manda mais, o superintendente ou a diretora geral. Lá falta de tudo para os servidores que são privados do cafezinho e até do papel higiênico. E falta boa assistência para pensionistas. Como se vê, não é bom ter um violino afinado apenas em três cordas quando as demais fazem a ‘orquestra’ do maestro Wellington desafinar.

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