Por:Arimatéia Azevedo
O país tem acompanhado o calvário de Dilma Roussef e o jogo dúbio do maior partido que a apoia, o PMDB, que enquanto aparece na mídia mostrando um duvidoso apoio, cava a própria sepultada da presidente, trabalhando nos bastidores por seu impeachment. Já agora, diante do anúncio da reforma ministerial, proposta pela presidente, que atende, ainda que tarde, ao reclame, da população, o PMDB se furta e anuncia que não fará indicações para os novos ministérios. Esse PMDB, capitaneado por Michel Temer, Moreira Franco, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Valdir Raupp, e em versões caboclas, como Marcelo Castro e João Henrique, é a versão piorada do PMDB de 1989 que traiu o seu maior líder (líder de todos os tempos), Ulysses Guimaraes, que não era apenas o candidato a presidente da República, mas o presidente nacional da sigla.
Na eleição presidencial, Ulysses foi trocado por Fernando Collor. No Piauí, seguindo a regra nacional de ‘trairagem’, o PMDB, então liderado pelo governador Alberto Silva, decidiu diretamente apoiar Collor. Único lugar no Piauí onde Ulysses ganhou a eleição, foi em Oeiras, com votação do grupo de B.Sá. Ulysses perdeu no resto do Estado e em Teresina, mesmo o PMDB tendo Wall Ferraz, como o grande líder na capital. O prefeito de Teresina era o queridinho de Ulysses, Heráclito Fortes. Hoje, com Dilma a caminho do garrote vil, não há diferença do tempo de Ulysses Guimarães. O PMDB, travestido de murídeos, já abandona o barco.
