O LIVRO E AS BIBLIOTECAS – TUDO SERÁ VIRTUAL?

“Eu tenho muito mais pena de um homem que quer saber e não pode do que daquele que é faminto.Porque um faminto pode acalmar a sua fome facilmente com um pedaço de pão ou com umas frutas, mas um homem que tem ânsia de saber e não tem meios, sofre de uma terrível agonia porque são livros, livros, muitos livros, o que ele precisa. E onde estão esses livros”? – Frederico Garcia Lorca

O pensamento acima consta de uma inteligente matéria publica na ultima edição do jornal “O Bebém” (nas bancas) tratando sobre o futuro das bibliotecas, diante da realidade de que “estudantes modernos ou pós-modernos fazer a maior parte de suas pesquisas nos computadores de seus quartos. Para eles o conhecimento está on-line, não em bibliotecas”. Então é o fim das bibliotecas tradicionais? O livro perderá seu lugar privilegiado de difusor do conhecimento? – questiona a matéria.
Em certo trecho, matérias, que é assinada por Josenias dos Santos Silva, Francisco Nascimento e Benjamin Santos, pergunta:

Biblioteca Municipal
E NA PHB?

BEM CUIDADAS, MÓVEIS, DESPREZADAS E PERDIDAS
Hoje em dia, são muitas as bibliotecas da Parnaíba, mas
todas pequenas. Mesmo a Biblioteca Pública cresceu muito pouco para 80 anos de
existência. Até cerca de 1960, era muito bem cuidada, em sua sede primitiva,
esquina da Praça com a Riachuelo. Desalojada para a construção da Câmara de
Vereadores, não teve mais pouso certo, com livros perdidos ou roubados,
endereços de pouca visibilidade, até que em 2003, o prefeito Paulo Eudes a
instalou no salão térreo do sobrado secular da Duque de Caxias.  Pelo menos, afinal, a biblioteca passava a
ter um espaço próprio, embora não de todo apropriado, sobretudo porque muito
exíguo. Daí ´pra cá, porém, o desleixo da Prefeitura foi quase de abandono. Não
há estantes para todo o acervo e, não há bibliotecário, alguém que cuide dos
livros com interesse e técnica. Resultado: não tem registro de livros, não há
como se chegue a uma obra com facilidade, não tem funcionários que deem vida
específica ao ambiente e, por consequência, a visitação é mínima. Nos últimos
dias, porém, soube-se que Reginaldo, o presidente do Instituto Histórico, foi
nomeado para dar um jeito na velha, pobre e desprezada Biblioteca, aquela que
deveria ser a mais importante da cidade. É um sopro de alivio. Reginaldo está
preparando estagiários que irão trabalhar com a Biblioteca fechada para dar um
trato nos nove mil volumes da mais querida de nossas bibliotecas. “Querida”
para os mais velhos leitores, aqueles que leram nela seus primeiros livros de
juventude.
Chagas Rodrigues

Atualmente instalado numa pequena sala de
Biblioteca do Campus da UFPI na Parnaíba, o acervo de uns três mil volumes que
pertenceram a Francisco das Chagas Rodrigues representam, sem exagero, o mais
importante acervo particular sobre História Política do Piauí. Nele encontramos
centenas de discursos da câmara de deputados e do senado federal. Ao lado
deles: livros de direito, história, religião, literatura, artes em geral,
marcas de memória e da história de vida do seu dono. Recomendamos a visita e a
pesquisa por estudiosos das diferentes áreas de conhecimento

Sesc e Bibio-Sesc.

Na área educativa/cultural nenhuma entidade tem hoje
atuação mais importante do que o Sesc: é teatro, é música, dança, poesia,
cinema, fotografia, artes plásticas… e bibliotecas. Uma das nossas mais
frequentes bibliotecas é a do Sesc-Avenida. Seu acervo é pequeno mas muito bem
cuidado e todo catalogado em computador. A biblioteca em si se resume a um
salão com dez mesas de leitura e todo o acervo em 13 estantes que podem ser
percorridas pelo visitante. Bastam uns 15 minutos para que ele tenha uma visão
geral das obras. Mas a frequência chega a 100 visitantes ou mais por dia. Já a
Biblioteca infantil, numa seleta ao lado grande, chega a fazer duzentos
empréstimos por mês, enquanto a BiblioSesc, com um acervo de três mil livros
dentro de um caminhão devidamente adaptado para receber leitores, faz um giro
pela cidade permanecendo um dia em cada bairro. É um dos mais belos trabalhos
de iniciação à leitura.

Fonte:Jornal “O Bebem”

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