Por:Arimatéia Azevedo
Está na hora de se instituir uma bolsa-viagem para parnaibano e, de
resto, moradores do litoral piauiense, conhecerem Havana, em Cuba. A
finalidade da viagem é didática: depois de 200 anos de espera, o
parnaibano irá ver o que é um porto acabado, concluído. E com um
requinte especial: financiado com o dinheiro do governo brasileiro.
Depois dessa cansativa espera, a viagem seria uma grande dádiva à
população litorânea do Piauí. Se existe a especulação de que o dinheiro
brasileiro enterrado no porto de Muriel significa uma triangulação para
financiamento de campanhas eleitorais no Brasil, através da construtora
da obra, aqui, no Piauí, o porto de Luís Correia se transformou num mar
de águas profundas onde milhões e milhões de reais foram afogados sem
que se veja qualquer retorno prático. Uma deslavada corrupção a olhos
vistos. Entra governo e sai governo e o discurso é sempre que desta vez o
porto sai. Não é à toa que a gozação generalizada fala que quando essse
porto acabar de sair, já vai estar chegando na África, bem ali em
frente. Se bem que a versão mais atualizada dessa história é de que o
endereço final do porto mudou. Para Cuba. É bem provável que para o
orçamento de 2015 os representantes piauienses ainda encontrem fôlego
para defender a conclusão da obra do porto de Luís Correia que saiu do
arcabouço econômico para se transformar em inquérito do Ministério
Público e, também, no anedotário popular.
resto, moradores do litoral piauiense, conhecerem Havana, em Cuba. A
finalidade da viagem é didática: depois de 200 anos de espera, o
parnaibano irá ver o que é um porto acabado, concluído. E com um
requinte especial: financiado com o dinheiro do governo brasileiro.
Depois dessa cansativa espera, a viagem seria uma grande dádiva à
população litorânea do Piauí. Se existe a especulação de que o dinheiro
brasileiro enterrado no porto de Muriel significa uma triangulação para
financiamento de campanhas eleitorais no Brasil, através da construtora
da obra, aqui, no Piauí, o porto de Luís Correia se transformou num mar
de águas profundas onde milhões e milhões de reais foram afogados sem
que se veja qualquer retorno prático. Uma deslavada corrupção a olhos
vistos. Entra governo e sai governo e o discurso é sempre que desta vez o
porto sai. Não é à toa que a gozação generalizada fala que quando essse
porto acabar de sair, já vai estar chegando na África, bem ali em
frente. Se bem que a versão mais atualizada dessa história é de que o
endereço final do porto mudou. Para Cuba. É bem provável que para o
orçamento de 2015 os representantes piauienses ainda encontrem fôlego
para defender a conclusão da obra do porto de Luís Correia que saiu do
arcabouço econômico para se transformar em inquérito do Ministério
Público e, também, no anedotário popular.
EDIÇÃO:BERNARDO SILVA
