O preço da intransigência: havia uma palmeira no meio do caminho

Anos atrás um grupo de investidores italiano comprou a antiga sede
social do Banco do Nordeste em Parnaíba para construir um hotel de mais
de 150 apartamentos. Foi barrado por intransigente, inacreditável, sui
generis determinação do Iphan, que alegava a preservação de palmeira
imperial e da velha casa ali existentes.
Exigiu mais: que a altura do prédio não passasse dessa palmeira. O
grupo italano, o mesmo do resort Boa Vista, de Camocim (CE), picou a
mula, foi embora, deixando a cidade sem esse importante investimento.
Enquanto isso, a palmeira que o Iphan quer preservar ameaça cair sobre
quem passa por perto, pois, já dá sinais de deteriorar-se na copa e a
casa está ruindo porque não existe manutenção.
O regramento que norteia o Iphan no Piauí deve ser diferente de
outros Estados, como bem ali no Ceará, onde os investimentos estão a
todo vapor. Pior é que, enquanto o Iphan proibe obra na área que
pertenceu ao BNB, libera construção horrorosa, como a do pavilhão do
Senai na Avenida Capitão Claro que destoa das caractetisticas
arquitetônicas do lugar.
O Piauí, mais uma vez, perde investimento de milhões de dolares que
geraria empregos e renda. Mas isso só ocorre porque falta ação de
governo. Se houvesse a interferência seja política-administrativa ou
judicial, essa intransigente proibicação do Iphan cairia por terra.
Enquanto não se faz nada, espaços como o do BNB, localizado em área
nobre de Parnaíba, servem de coito para drogados, covil de assaltantes e
ponto de prostituição.
Arimatéria Azevedo/AZ.
Edição: Proparnaiba.com

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