O Rubem Freitas que conheci e era meu amigo: um grande amigo

                Rubem Freitas com os amigos, homenageando-os
Hoje fui à missa de sétimo dia do meu amigo Rubem
da Páscoa Freitas. Meio triste sentir que não mais poderei vê-lo, ali, na Igreja de São
Sebastião, como nas missas que eram rezadas todos os anos em que a gente sempre
estava nas aberturas das “Semanas da Imprensa”, evento por ele promovido por
mais de 50 anos. Qual o motivo da promoção? Simples: ele queria as pessoas
unidas, os amigos confraternizando-se, aconchegados naquele sentimento de amizade, nem
que fosse só nos dias daqueles encontros em jantares, almoços e coquetéis. Ele
fazia a parte dele, para unir a nossa categoria.

Rubem Freitas que eu conheci, em 75, pouco depois de
ser aceito como revisor do jornal “Folha do Litoral”. De lá para cá, tornou-se
um dos meus melhores amigos, consultor, às vezes conselheiro, meio irmão mais
velho. Rubem, que sempre tinha uma palavra amiga e que só gostava de falar bem
das pessoas; que na Rádio Educadora, nos programas “Porque hoje é sábado” e “Rubem
Freitas Noticia em Primeira Mão”, enaltecia a sociedade local, nem sempre bem
compreendido, porém, sentindo-se feliz em fazê-lo. E comentava conosco: ”Só noticio
coisas boas. Coisas ruins são com o Mário Campos e o Yure Gomes”, dizia,
referindo-se aos dois colegas que também faziam no rádio programas sobre política/cidade e sobre noticias policiais.
                     Rubem falando da Semana da Imprensa(TV Delta)

Saímos muitos aos domingos, juntos. Dirigindo pelas ruas
da cidade, ouvia-o falar de como era a Parnaíba que ele conheceu quando aqui
chegou, com apenas 18 anos. E quanto foi difícil se entrosar nos meios sociais,
por não ter pedigree, ser apenas um rapaz vindo do interior do Maranhão,
assim como eu. E tomávamos cervejas com os amigos, contávamos piada, porém,
jamais alguém viu ou ouviu Rubem Freitas- nosso “TIBÚ”, tratar mal a quem quer que fosse.

Perdi um grande amigo. Sua generosidade era tanta
que escolheu-me, por diversas vezes, em suas “Festas dos Melhores”, que realizou por muito tempo, o Destaque
do Ano
. Depois, convidou minha filha Nara Lívia para ser a Rainha da Imprensa.
E convidava-me a participar da SOAMAR, do Instituto Histórico, enfim, de
organismos dos quais sempre mantive certa distância, por questões meramente
pessoais. 
      Rubem e eu entre Nara Lívia e Erna Bauer-  Rainhas da Imprensa
E o Rubem Freitas se foi, depois do Cícero Evandro; que se foi depois do
Colombo Neto, Batista Leão, Raimundo Reis, Silvio Gomes, Carlos Eugênio…meus
amigos estão indo. E eu estou ficando velho.

“Qualquer dia, amigos, a gente vai se encontrar”. 
      Eu condecorado na “Festa dos Melhores” como “Destaque do Ano”

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