Por:Pádua Marques(*)
Nem me causa preocupação qualquer possibilidade de um ataque terrorista desse pessoal lá da Síria ocorrer no Brasil. Sinceramente eu não acredito em sucesso desse pessoal por aqui não. O Brasil e especialmente o Rio de Janeiro já têm todos os dias suas guerras particulares. Mas por via das dúvidas nunca é bom baixar a guarda. Com gente desse procedimento do Estado Islâmico, de alta periculosidade e tudo o mais como aquele, nunca se deve brincar.
Mas respeito a dor universal pelo que acaba de acontecer em Paris. E nunca é demais associar nossa solidariedade a todos que neste momento passam por aquela aflição sem tamanho. O terrorismo é uma atitude covarde. Não deixa saber de onde vem e nem pra onde vai e muito menos a quem vai atingir, se culpados ou inocentes. Mas como eu disse, as possibilidades de um acontecimento desses ocorrer no Brasil são muito, mas muito remotas por uma série de situações que um dia eu certamente vou discorrer aqui.
Até hoje eu fico aqui matutando quem sabe mais bandidagem, se esse pessoal da Al Qaeda, Estado Islâmico e seja lá que nome vai ter amanhã ou aquela turma do Morro do Alemão e redondezas. O Rio de Janeiro está acostumado com aquele tipo de poder paralelo da bandidagem. Manda quem tem maior poder de fogo. É uma guerra permanente. As pessoas moradoras daqueles morros e favelas, que agora chamam de comunidade, já nem se admiram mais com essa gente armada nas ruas.

Pra muita gente daquele outro lado do oceano aqui só tem índios. Até porque pra eles chegarem aqui no Brasil teriam que disputar espaço com os traficantes, assaltantes de bancos e outros tipos de bandidos. E eles não foram e nunca vão ser bandidos assaltantes de bancos. O negócio deles é político. Bandido brasileiro é bandido porque acima de tudo entra na bandidagem pra ter alguma coisa pra comer. No fundo é um morto de fome. E aquele pessoal da Al Qaeda e do Estado Islâmico não encontraria apoio suficiente ou pra até uma pretensa parceria ou capacitação. O bandido brasileiro é antes de tudo um ladrão metido a sabido. É muito valente pra intimidar pobres trabalhadores, moradores de favelas, lascados da vida. Aliás, não tem capacidade pra ser politizado. O máximo que ele quer é ser bonito, ter uma mansão, carros importados, um celular de última geração, beber uísque Old Parr e estar cercado de louras. Terrorista bandido brasileiro não faria carreira lá fora não.
Por Pádua Marques
Jornalista e Escritor


