Os empréstimos e o Governo do Piauí, a novela repetida

Já diz o ditado que recordar é viver, mas para se aplicar ao Piauí deveria ser mudado para recordar é reviver. Mesmo que muitos não se lembrem o Piauí vive num ciclo de repetições de histórias desfavoráveis apenas com a troca de papeis entre alguns personagens. Desta vez é o caso da liberação de empréstimos pelo Governo Federal mas, precisamente da Caixa Econômica para o Piauí. Assinado em junho deste ano, num valor total de R$ 600 milhões, a última parcela de R$ 315 milhões ainda não foi repassada e o governador Wellington Dias (PT) já admite a possibilidade de recorrer a um banco privado.
Quem não se lembra da situação vivida num passado próximo pelo ex-governador Zé Filho deveria procurar lembrar. Hoje, assim como no passado fala-se em dificuldades impostos pelo Governo Federal, mas não se explica bem quais são. Fala-se em componentes políticos. No passado culpou-se a inércia da bancada e o revide do Governo da ex-presidente Dilma, já que na época, o ex-governador Zé Filho – então no PMDB – caminhava para uma campanha de reeleição na qual enfrentaria o candidato do PT, o então senador Wellington Dias. Não é novo e se repete também a incapacidade do Estado de manter-se dentro do que determinam as  exigências do Governo Federal para poder receber os recursos.
O personagem que não mudou de papel, mas na repetição do enredo desta novela mudou de núcleo foi o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e protagonista no capítulo de assinatura do contrato junto a Caixa. Mesmo tendo mudado de núcleo Ciro continua aliado de Wellington Dias e do Governo Federal e tanto no Piauí como em Brasília a aliança com o partido do senador só tem se mostrado essencial, ainda assim há quem goste de correr riscos, como em toda boa novela, não pode faltar emoção.(Elizabeth Sá)

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