Os “Milhões” do PAC das Cidades Históricas poderão ser mera ficção

Por:Bernardo Silva(*)
O Prefeito Florentino Neto terminou o ano 2013 e
iniciou 2014 falando que Parnaíba terá para investimentos este ano 38 milhões
de reais, oriundos do PAC das Cidades Históricas, programa do governo federal,
que escolheu no Piauí apenas Parnaíba para contemplar no Programa.
Por tudo o que é de mais sagrado rogamos aos céus
que isso seja verdade, porque esses recursos iriam ajudar a manter viva a
memória da cidade, mantendo de pé também algumas estruturas que, caso não ocorra logo alguma
intervenção, serão apenas escombros, dentro de pouco tempo.
Falamos, por exemplo, dos casarões do Complexo
Turístico do Porto das Barcas, construídos no século XVII, que seriam
restaurados; e mais: o Casarão da Escola de Direito, Miranda Osório; o antigo
Sobrado Dona Auta (sede do Instituto Histórico),  além das igrejas Nossa Senhora da Graça, Nossa
Senhora do Rosário, Capela de Nossa Senhora do Monte Serrate, dentre outros que também foram
incluídas na categoria igrejas históricas e também devem passar por
restauração.
Mas tudo esbarra na “lenda” que ronda este tal PAC
das Cidades Históricas, segundo informa a grande imprensa. Por exemplo, em
artigo publicado em agosto do ano passado, quando o prefeito Florentino Neto
foi a São João Del Rey, em Minas Gerais, onde a presidente Dilma “lançou” o
programa, o jornalista Josias de Sousa fez um artigo com o título: “Dilma recicla Programa e lança pela quarta
vez”,
que diz (trechos) Clique para ver vídeo:
“No papel, o PAC das Cidades Históricas, é um programa do governo
federal concebido para prover verbas às obras de recuperação de monumentos
históricos. Na prática, a iniciativa tornou-se uma monumental peça de
marketing. Lançado por Lula em 2009, já foi reanunciado por Dilma Rousseff três
vezes, uma em 2012 e duas em 2013. E continua sendo um empreendimento por
fazer. O reanúncio mais recente ocorreu dia 20 de agosto (2013) na
cidade mineira de São João del-Rey. Foi um retorno às origens.
O palco do lançamento original também foi uma cidade histórica de Minas
Gerais: Ouro Preto. Aconteceu em outubro de 2009. Naquela época, Dilma chefiava
a Casa Civil. Equipava-se para a sucessão de 2010. Presente, ela testemunhou a
cena. Lula soou grandiloquente: “O PAC das Cidades Históricas é a maior ação
conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantada
no nosso país.” Disse isso ao lado do Monumento a Tiradentes (…). Dilma
elegeu-se presidente. O tempo passou. Em setembro de 2012, época de eleições
municipais, a presidente acomodou a petista Marta Suplicy no Ministério da
Cultura. Na cerimônia de posse da nova ministra, Dilma relançou o que
Lula já havia lançado. “Anunciou em seu discurso a destinação de R$ 1 bilhão
para o PAC das Cidades
Históricas”,
anotou o Iphan, órgão vinculado à Cultura, em notícia veiculada no
seu site(…).
Passaram-se
mais dois meses. Em janeiro de 2013, Dilma recepcionou em Brasília os prefeitos
recém-eleitos. E cuidou de re-relançar o PAC das Cidades Históricas.
Novamente, prometeu “R$ 1 bilhão para obras de restauração de monumentos e
edificação de uso público(…)”.
Cá pra nós, o  que tememos é que o Prefeito Florentino Neto reative o modus operandi do seu correligionário
e ex-governador Wellington Dias, que, quando governador,  após amiudadas visitas a Brasília voltava
falando em milhões e milhões para o Piauí, que seriam enviados pelo governo do “cumpanhêro” Lula. E se o dinheiro veio,
ninguém sabe, ninguém viu. Que o diga Heráclito Fortes, ex-senador.
(*)Bernardo
Silva é jornalista e professor
Fonte:Jornal “Tribuna do Litoral”

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