Os problemas que o porto provoca na gestão Rafael Fonteles: Erro administrativo do governo pode ter encarecido a obra

Alto valor da obra

Essa semana especialistas em Logística industrial estiveram no Piauí e levantaram uma questão que merece reflexão, a forma como decidiram realizar a atual obra do Porto de Luís Correia está se revelando uma decisão administrativa do atual governo que pode ter encarecido a obra significativamente.

Foto: ReproduçãoPorto Luís Correia

Mudaram o lugar e inventaram um porto a base de container. Não ria

A lógica foi para o lixo

A questão é simples: quando a obra foi retomada, a lógica mais natural seria continuar exatamente do ponto em que ela havia parado, aproveitando o que já estava feito e preservando o planejamento técnico existente.

Mas não foi isso que aconteceu.

O governo decidiu mudar o local do cais do porto. E o fez, ao que parece, sem ouvir quem realmente entende de engenharia portuária. Essa decisão, segundo técnicos da área, pode ter sido um erro grave.

Algo sério

Ao alterar o ponto do cais, o projeto precisou ser redesenhado, novas intervenções passaram a ser necessárias e o custo da obra cresceu. Resultado: milhões de reais a mais para os cofres públicos. Para uma combalida situação fiscal como a do Piauí isso é algo muito sério.

E não é exagero dizer que parte desse dinheiro pode ter sido gasto de forma absolutamente ineficiente, fruto de uma decisão administrativa que ignorou a lógica técnica do projeto original.

Foto: Reprodução/Foto: Gabriel PaulinoGovernador Rafael Fonteles

Rafael está pagando por obras (que obras?) que não aparecem

Há ainda outro ponto que chama atenção.

Em obras portuárias pelo mundo, o material retirado da dragagem — os chamados rejeitos — costuma ser utilizado para aumentar a retroárea do porto, ampliando o espaço operacional e reduzindo custos logísticos. No caso do Porto de Luís Correia, isso também não foi feito.

Ou seja: além de ampliar o trecho de dragagem, aumentando custos, o governo também deixou de aproveitar o próprio material retirado da obra para expandir a área operacional do porto. Resultado prático: gastou-se mais e aproveitou-se menos.

Mas o debate sobre as escolhas técnicas da obra ganhou um elemento novo e decisivo nos últimos dias.

A decisão da Justiça que muda o contexto

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) absolveu os ex-secretários de Transportes Luciano Paes Landim, Norma Sales e Alexandre Nogueira, além de outros servidores e ex-servidores públicos que haviam sido acusados de possíveis irregularidades na condução das obras do porto.Alexandre Nogueira

Advogado Alexandre Nogueira é absolvido pelo TRF de uma decisão teratológica e injusta de juiz do Piauí.

Velha narrativa

A decisão desmontou uma narrativa que se usou para justificar decisões administrativas sobre a obra e que escancarava uma desconsideração sobre o que havia sido feito e foi simplesmente ignorado pelo atual governo.

Depois de analisar novamente as provas do processo, o tribunal concluiu o que muitos já diziam desde o início: não havia prova de desvio, enriquecimento ilícito ou qualquer tipo de crime na condução da obra. Em resumo: não houve crime. (Portalaz)

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