
Lula versus FHC: Eu fiz, você não fez. E vice-versa


Por:Arimatéia Azevedo
Na página 2 de O DIA, de ontem, uma notícia inquietante: o anúncio de que tramita na Assembleia Legislativa proposta de criação de novos municípios no Piauí. Dos 224 municípios existentes cerca de 20 a 30 não tem condições sequer de existir. Já foi uma irresponsabilidade a criação dessas cidades porque, como se está vendo pelo barulho que os prefeitos fazem, eles não têm condições de se manter. Foram transformados em meros cabides de emprego para prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e cargos comissionados.
Além dos empregos que geralmente são distribuídos ilegalmente, tem as verbinhas que são desviadas ao bel prazer dos chefes políticos. A APPM, que vive organizando marchas para protestar em Brasília contra a falta de recursos para os municípios, deveria ser a primeira a se levantar contra a criação de novas cidades porque vão dividir os já considerados parcos recursos que os atuais municípios recebem. Só isso já seria motivo para que o Poder Legislativo sequer tratasse do assunto.
Louve-se a atitude do prefeito de Teresina, Firmino Filho que já tomou posição contra a aberração da criação da cidade de Santa Maria da Codipi. Sendo criado, como os eleitoreiros querem, esse novo município prejudicaria a população envolvida e encolheria Teresina demograficamente. Ora, Teresina não chegou ainda a um milhão de habitantes e, se a moda pega, daqui a alguns dias, aparecerão outros aventureiros querendo criar o município do Itararé, o do Mocambinho e o do Promorar. Teresina voltará à condição da velha Vila do Poti. Seguramente, não existe mais povoado no Piauí que ofereça condições para se transformar em cidades. A impressão que se tem é que os deputados do Piauí estão surdos para as manifestações das ruas onde o povo exige melhores serviços públicos e a correta aplicação de recursos naquilo que venha trazer retorno na melhoria da qualidade de vida. Em momento de crise como o Brasil está vivendo não é a melhor hora de se pensar em aumento de despesa.
Agespisa está preparandoA Avenida Padre Raimundo José Vieira, situada nos bairros de Fátima e São Benedito, respectivamente, que inicia no aeroporto internacional seguindo até a antiga estação de trem no centro de Parnaíba, está com suas atividades de asfaltamento em conclusão definitiva.
Depois de concluída, até este final de semana, à avenida Padre Raimundo José Vieira será uma das 3 maiores vias de Parnaíba. As obras para aterramento e asfaltamento da avenida são de autoria da deputada Juliana Moraes Souza, reivindicada junto ao governador Wilson Martins. Do Portal do Catita
O deputado federal Osmar Júnior (PC do B) quer que a BR-343, entre Luís Correia e Bertolínia, passe a se chamar “Rodovia Mandu Ladino”. Um projeto de lei de autoria do parlamentar foi apresentado junto à Câmara Federal com esse objetivo.
Júnior argumenta que Mandu Ladino foi um personagem de feitos épicos na história do Brasil colonial. Durante os séculos XVII e XVIII, quando da expansão da atividade pecuária para interior do nordeste brasileiro, os colonizadores avançaram dizimando as nações indígenas que encontravam pela frente.
A BR 343 tem ao todo 800 km de extensão. Tem seu marco zero na cidade de Luís Correia e segue até o município de Bertolínia, localizado na região centro-oeste do Estado, no início dos cerrados piauienses. “O nome de Mandu Ladino seria um resgate histórico”, avalia o deputado.
Segundo as pesquisas históricas, usadas para justificar a apresentação do projeto, em 1712, ao presenciar a morte de uma índia por soldado português, Mandu Ladino revoltou-se. Reuniu vários índios, retornou ao local onde se deu o assassinato da índia e matou todos os soldados integrantes da guarnição militar.
O acontecimento era o surgimento do maior movimento de resistência indígena ao genocídio praticado pelo colonizador em território piauiense. Após o ataque a guarnição militar retorna à tribo Arani, onde mais tarde foi elevado a condição de cacique.
Chefe de sua tribo, lidera também índios de outras tribos, organizando revoltas que assolam o interior da província, levando medo aos moradores das fazendas e atraindo para si o ódio dos colonizadores. Depois de muitas batalhas, foi morto por um tiro fatal quando atravessava à nado um rio. Seu corpo desapareceu, sua existência virou lenda, relata a justificativa do projeto.Portalaz
Mais uma vez trabalhadores demitidos da empresa JR, prestadora de serviço da Prefeitura de Parnaíba, procuraram o vereador Carlson Pessoa(PSB) para denunciar atrasos nos pagamentos dos seus direitos trabalhistas. Segundo os trabalhadores, a empresa JR não quer pagar a multa de rescisão e muitos ainda não receberam o seguro-desemprego.
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| Trabalhadores agora demitidos da JR, no gabinete do vereador Carlson Pessoa na tarde de ontem (30), não receberam seus direitos |
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| Vereador Carlson Pessoa reúne-se com trabalhadores em frente JR e a Prefeitura em 5 de julho |
A Bandeira
Contador – UFPI
“Eu tenho muito mais pena de um homem que quer saber e não pode do que daquele que é faminto.Porque um faminto pode acalmar a sua fome facilmente com um pedaço de pão ou com umas frutas, mas um homem que tem ânsia de saber e não tem meios, sofre de uma terrível agonia porque são livros, livros, muitos livros, o que ele precisa. E onde estão esses livros”? – Frederico Garcia Lorca
Atualmente instalado numa pequena sala de
Biblioteca do Campus da UFPI na Parnaíba, o acervo de uns três mil volumes que
pertenceram a Francisco das Chagas Rodrigues representam, sem exagero, o mais
importante acervo particular sobre História Política do Piauí. Nele encontramos
centenas de discursos da câmara de deputados e do senado federal. Ao lado
deles: livros de direito, história, religião, literatura, artes em geral,
marcas de memória e da história de vida do seu dono. Recomendamos a visita e a
pesquisa por estudiosos das diferentes áreas de conhecimento
Na área educativa/cultural nenhuma entidade tem hoje
atuação mais importante do que o Sesc: é teatro, é música, dança, poesia,
cinema, fotografia, artes plásticas… e bibliotecas. Uma das nossas mais
frequentes bibliotecas é a do Sesc-Avenida. Seu acervo é pequeno mas muito bem
cuidado e todo catalogado em computador. A biblioteca em si se resume a um
salão com dez mesas de leitura e todo o acervo em 13 estantes que podem ser
percorridas pelo visitante. Bastam uns 15 minutos para que ele tenha uma visão
geral das obras. Mas a frequência chega a 100 visitantes ou mais por dia. Já a
Biblioteca infantil, numa seleta ao lado grande, chega a fazer duzentos
empréstimos por mês, enquanto a BiblioSesc, com um acervo de três mil livros
dentro de um caminhão devidamente adaptado para receber leitores, faz um giro
pela cidade permanecendo um dia em cada bairro. É um dos mais belos trabalhos
de iniciação à leitura.
“Queremos propor até o mês de janeiro uma revolta empresarial. Vamos parar de pagar os impostos do Governo Estadual”. Esta frase não estava em cartazes das manifestações populares de junho, mas promete dar dor de cabeça ao Governo do Piauí. Ela foi dita pelo advogado e empresário Valdeci Cavalcante, durante sua participação no programa Revista da Manhã, da Teresina FM.
Na manhã desta desta terça-feira (30) o jornalista Tony Rodrigues entrevistava o presidente da Associação Piauiense dos Merceeiros, Milton Carvalho. Estava em pauta a “insegurança” pública. Carvalho falava que os merceeiros do Piauí estão trabalhando “atrás das grades”, uma vez que não podem deixar as portas de suas mercearias e comércios abertas.
Carvalho convocava os merceeiros e empresários a registrar as ocorrências de roubos, pois o Governo do Estado estaria divulgando números subestimados referentes a este problema. “Temos que registrar as ocorrências, ou do contrário não podemos reivindicar nossos direitos. Os números que a Secretaria de Segurança divulga não condiz com a verdade. precisamos dos números verdadeiros para reivindicar”, comentava Milton Carvalho.
Em determinado momento da entrevista, foi aberta a participação popular. Ao telefone, Valdeci Cavalcante, presidente da Federação do Comércio do Piauí. Ele foi direto ao assunto. “A classe empresarial é desprestigiada. Em qualquer evento do estado, se houver um ex-deputado, um vereador, qualquer tipo de político, ele é chamado para a mesa de honra do evento. Empresários não. São deixados de lado, não são nem mencionados e isso mostra como essa classe é tratada”, alegou Cavalcanti.
Fonte:Repórter Marcos Melo