Charge do Sponholz

Cabeça de jornalista às vezes se deixa levar pela maldade. Meio mundo está dizendo que Marta Suplicy foi nomeada ministra da Cultura para apoiar a candidatura de Fernando Haddad, que está longe de ser seu preferido, à Prefeitura de São Paulo. Mas há algo curioso nessa história: a ministra anterior, Ana de Hollanda, tinha como credencial maior ser irmã de Chico Buarque, petista histórico, de indiscutível prestígio. Pois foi só ele participar de um espetáculo em homenagem a Marcelo Freixo, do PSOL, candidato a prefeito do Rio contra Eduardo Paes, favorito de Lula e Dilma, que sua irmã foi demitida. Deve ser coincidência. (Carlos Brickmann)
Estou convencido de que a platéia da política brasileira continua a mesma de décadas atrás, ou seja, desinteressada dos destinos da Nação.Agora mesmo tem gente aí achando que o mensalão não existiu…
O PT não apoiará os tucanos quando fora da disputa. Ao contrário, na capital ou grande cidade em que o PT não for para a segunda etapa, não há hipótese de aliança, de fazer campanha, ajudar de alguma forma o PSDB. Com tucano, com o PSDB não. Em nenhum lugar.
No Blog do Zé do Dirceu – um espaço para a discussão do Brasil, nesta segunda-feira (17/09/12), no artigo Desejo dos formadores de opinião de derrotar o PT contraria até a lógica da política. Em Teresina, o candidato do PT, senador Wellington Dias, segundo pesquisas, estaria hoje fora do segundo turno. Prevalencendo o que diz o ex-ministro José Dirceu, o PT só teria duas opções: apoiar a reeleição do petebista Elmano Férrer ou declarar abstenção. O tucano Firmino Filho deverá passar para o segundo tuno
De acordo com informação do jornalista Douglas Ferreira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) aprovou os pedidos de 58 zonas eleitorais, que solicitaram reforço de tropas federais nas Eleições deste ano. Corresponde a 136 cidades em todo o estado: de São Gonçalo a Parnaíba. Candidato a prefeito Dr. Vinicius
O comentário a seguir foi postado hoje pelo jornalista F. Carvalho em sua página no facebook:
“O programa do candidato a prefeito Dr. Vinicius baixou o nível no seu programa desta segunda-feira. “Os turistas não vem para Parnaíba porque aqui não tem um CABARÉ”, disse o apresentador do programa do ex-secretário de turismo de Parnaíba, hoje candidato a prefeito.
Para Dr. Vinicius, uma cidade que não tem o seu Bataclan não está com nada.
Ou terá sido uma pérola do marqueteiro Jorge Machado?”
Após cancelar almoço que teria no Hotel Unique, em São Paulo, com o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no mesmo sexta-feira (14) em que a revista Veja chegaria às bancas com denúncias devastadoras que atruibuem a chefia do esquema do mensalão ao ex-presidente Lula, a presidenta Dilma antecipou sua viagem a Porto Alegre, na sexta-feira, e ficou muito irritada quando soube que o ministro Guido Mantega (Fazenda) a representava em um evento da revista Exame, da editora Abril. A informação é de Cláudio Humberto, na sua coluna, que conta mais detalhes:
”Por telefone, Dilma ordenou que Mantega abandonasse imediatamente a tradicional festa ‘Maiores e Melhores’, da revista. O ministro se levatou sem prévio aviso da mesa de debates da qual participava, ao lado do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e do próprio Civita, para se retirar em definitivo do recinto, diante de dezenas de empresários. Os dois gestos foram interpretados como um protesto do governo pela matéria da revista Veja ‘Os Segredos de Valério’.
Esse movimento não aconteceu porque a oposição, liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não teve coragem para tentar cassar o primeiro presidente de origem popular da história do País e para enfrentar, nas ruas, a força dos movimentos sociais ligados ao PT. Faltou coragem, mas o desejo de eliminar Lula da cena política brasileira permaneceu vivo.
Veja manteve seu padrão de jornalismo mais próximo da ficção do que da realidade, com denúncias como as dos dólares de Cuba, dos envelopes com R$ 200 mil entregues na Casa Civil de Dilma Rousseff e da propina entregue na garagem do Ministério dos Transportes (acusação da qual o ex-ministro Orlando Silva já foi inocentado). Mas o PT, enquanto esteve no governo, não ousou confrontá-la. Ao contrário, manteve até uma relação de civilidade, expressa no fato de que o grupo Abril é um dos principais beneficiários da publicidade oficial no País, em razão da suposta audiência de suas publicações. Além disso, não foi capaz nem sequer de convocar Civita e um dos jornalistas de Veja a depor na CPI do caso Cachoeira.
Ao longo dessa guerra santa deflagrada pela revista contra o chamado lulismo, nada foi tão ousado como a capa deste fim de semana, em que a revista sugere ter entrevistado Marcos Valério, pivô do mensalão, publicando entre aspas várias declarações já negadas pelo publicitário. Uma das aspas, a de que Lula não apenas sabia, como era o chefe de tudo e se engajava pessoalmente na arrecadação de um caixa de R$ 350 milhões do PT.
É verdade? Valério falou com Veja? Pode ser, como pode não ser. Veja não dispõe dos áudios e nada garante que o empresário realmente tenha falado à revista em off. Ocorre, no entanto, que a reportagem já é tratada pelos adversários de Lula, e aliados de Veja, como José Serra – e que falta faz um Demóstenes Torres! – como uma “entrevista”. Algo que, portanto, deveria gerar reações dos órgãos institucionais, como o Ministério Público, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal.
Os réus da Ação Penal 470, ao que tudo indica, serão majoritariamente condenados até o fim deste ano. Alguns deles, como Marcos Valério, João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato, serão presos em regime fechado. Outros, como José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno, conhecerão seu destino nos próximos dias.
A oposição não teve coragem para provocar o impeachment de Lula, mas pode tentar levá-lo ao banco dos réus. Quem não tem voto, caça com Veja. Era esse o objetivo da última capa de Veja.
Política, pura e simplesmente.