Parabéns a todos os profissionais jornalistas

Por: Bernardo Silva

Eu sempre me incomodei com este monte de gente que existe por aí se dizendo jornalista sem nunca haver pisado na redação de um jornal. Nem sequer saber o que é um lead, um sub -lead; sem nunca haver conhecido um tipógrafo (é o novo!!!)…enfim. Mas os tempos mudaram e hoje até professor de jornalismo existe que não conhece as oficinais de um jornal. Nunca viu uma linotipo ou off set.

Sou do tempo da máquina de dactilografia

Em Parnaíba, no tempo em que rádios comunitárias eram “moda”, haviam mais de 30 emissoras espalhadas na cidade. Tempos em que muitos bons profissionais do rádio foram revelados. Mas grande parte não se dizia radialista. Queriam ser jornalista. Um dos poucos que assumiam não ter condição intelectual para ser jornalista e assumia com orgulho ser radialista, era Yure Gomes. e dizia isso no rádio.

A atividade do jornalista é intelectual. Tem que se ter conhecimento, leitura, não necessariamente o curso de comunicação social, mas uma graduação na área de humanas. Deveria ser assim. Mas não é. E nesses tempos bons de redes sociais, o cara que tem blog não quer ser blogueiro. Quer ser jornalista, muito embora não tenha embasamento intelectual para isso. Ele tendo uma câmera fotográfica para ficar fazendo macaquices na frente das autoridades, já se acha jornalista. A profissão é linda, mas não é feita para picaretas se dizerem profissionais para andarem atacando políticos por uns trocados.

No início fiz jornalismo no jornal Folha do Litoral, tendo como meu primeiro mestre o professor Antônio Gallas, e meses depois estava escrevendo a “crônica da cidade” na Rádio Educadora, substituindo meu mestre e professor. Depois fui fazer um programa musical chamado “o som nosso de cada dia”, do qual meu amigo e “Padim” Reginaldo Mendes deve lembrar muito bem. Mas esta é outra história.

Eu ao lado do meu professor Gallas e da amiga radialista Gabriela Alves

Não estou a passeio nesta profissão, desde 1976. E já se vão várias décadas. Nesta caminhada conheci muito “meteoros”, picaretas, pistoleiros da comunicação, que quiseram fazer desta a sua profissão mas não tinham tino para tal. E se foram, todos. E eu fiquei. Comigo, ainda restam muitos amigos, contemporâneos, inclusive meu mestre, professor Gallas. Parabéns a nós todos!!!

 

 

Deixe uma resposta