Por:Fernando Gomes(*)
“Parnaíba
experimenta um momento ímpar na sua economia, graças ao empenho e desempenho da
administração municipal imposta nos últimos 9 (nove) anos”.Pelo menos é o que
divulgam os que compartilham e participam da gestão desse “período histórico”.
experimenta um momento ímpar na sua economia, graças ao empenho e desempenho da
administração municipal imposta nos últimos 9 (nove) anos”.Pelo menos é o que
divulgam os que compartilham e participam da gestão desse “período histórico”.
Deu
na revista “Veja” que Parnaíba foi a
cidade do nordeste que mais cresceu, um feito atribuído ao modelo
administrativo local, nada a ver com a criatividade e teimosia desse povo
aguerrido e pacato.
na revista “Veja” que Parnaíba foi a
cidade do nordeste que mais cresceu, um feito atribuído ao modelo
administrativo local, nada a ver com a criatividade e teimosia desse povo
aguerrido e pacato.
Mal
comparando, é o mesmo efeito da apropriação que faz hoje o governo federal ao
comemorar a redução de 72% do índice de mortalidade infantil no Brasil. E o Ministro
da Saúde foi à televisão dizer que é resultado da política do SUS. Ora, é muito
cinismo e falta de decência deixar de reconhecer que esses números que hoje se
apresentam resultam, principalmente, graças ao trabalho de dezenas de milhares
de líderes voluntárias da Pastoral da Criança espalhadas país à fora, até mesmo
onde não chega o serviço público de saúde. Um legado da saudosa Dra. Zilda Arns
e de sua equipe maravilhosa e abnegada. Sequer mencionam isso. Não falam da
porção mágica chamada “multi-mistura”
com um ingrediente chamado AMOR ao que faz, traço marcante das líderes da
Pastoral.
comparando, é o mesmo efeito da apropriação que faz hoje o governo federal ao
comemorar a redução de 72% do índice de mortalidade infantil no Brasil. E o Ministro
da Saúde foi à televisão dizer que é resultado da política do SUS. Ora, é muito
cinismo e falta de decência deixar de reconhecer que esses números que hoje se
apresentam resultam, principalmente, graças ao trabalho de dezenas de milhares
de líderes voluntárias da Pastoral da Criança espalhadas país à fora, até mesmo
onde não chega o serviço público de saúde. Um legado da saudosa Dra. Zilda Arns
e de sua equipe maravilhosa e abnegada. Sequer mencionam isso. Não falam da
porção mágica chamada “multi-mistura”
com um ingrediente chamado AMOR ao que faz, traço marcante das líderes da
Pastoral.
Mas,
voltando a essa cidade que em todo o seu
ardor não liba, lembremos do cajueiro de Humberto de Campos, do Porto das
Barcas, da Pedra do Sal, da Casa Inglesa, da Casa Marc Jacob, bar do Augusto na
“Munguba”, dos ilustres Evandro Lins
e Silva, Reis Veloso, Chagas Rodrigues, Alberto Silva, Simplício Dias, Mandu
Ladino, Dr. Raul Bacelar, Dr. Cândido Athayde; dos valiosos artistas que
superam dificuldades e falta de apoio como Paulo Gaspar e F. Pedro, nas artes
plásticas; Teófilo, Pituca e Marlom Dreher, na música; Assis Brasil e Diego
Mendes, na literatura; aos artesãos do Barro Vermelho; mãos habilidosas do Mestre
Ageu, na arte santeira e do Guilherme, na escultura em madeira; o exemplo de
solidariedade e cidadania de Dona Zulmira Aguiar; os mestres Gilberto Escórcio,
Dr. Lauro Correia e Maria da Penha na arte de educar, dentre tantos merecedores
de reconhecimento e que peco não citar.
voltando a essa cidade que em todo o seu
ardor não liba, lembremos do cajueiro de Humberto de Campos, do Porto das
Barcas, da Pedra do Sal, da Casa Inglesa, da Casa Marc Jacob, bar do Augusto na
“Munguba”, dos ilustres Evandro Lins
e Silva, Reis Veloso, Chagas Rodrigues, Alberto Silva, Simplício Dias, Mandu
Ladino, Dr. Raul Bacelar, Dr. Cândido Athayde; dos valiosos artistas que
superam dificuldades e falta de apoio como Paulo Gaspar e F. Pedro, nas artes
plásticas; Teófilo, Pituca e Marlom Dreher, na música; Assis Brasil e Diego
Mendes, na literatura; aos artesãos do Barro Vermelho; mãos habilidosas do Mestre
Ageu, na arte santeira e do Guilherme, na escultura em madeira; o exemplo de
solidariedade e cidadania de Dona Zulmira Aguiar; os mestres Gilberto Escórcio,
Dr. Lauro Correia e Maria da Penha na arte de educar, dentre tantos merecedores
de reconhecimento e que peco não citar.
A
cidade festejada nas rodas de poucos é a mesma que detém índices alarmantes do
crescimento da prostituição infantil (que foge às estatísticas oficiais, mas
estão nos becos, bares e ruas), inocência perdida. Se fosse uma cidade mais
justa não teríamos crianças cada vez mais cedo com o seu futuro comprometido, além
do aumento do consumo e tráfico de drogas, onde as principais vítimas são os jovens
jogados à própria sorte, sem nenhuma política pública que os valorize,
incentive e os inclua sem a “natural”,
perversa e desleal competição imposta pelo poder econômico.
cidade festejada nas rodas de poucos é a mesma que detém índices alarmantes do
crescimento da prostituição infantil (que foge às estatísticas oficiais, mas
estão nos becos, bares e ruas), inocência perdida. Se fosse uma cidade mais
justa não teríamos crianças cada vez mais cedo com o seu futuro comprometido, além
do aumento do consumo e tráfico de drogas, onde as principais vítimas são os jovens
jogados à própria sorte, sem nenhuma política pública que os valorize,
incentive e os inclua sem a “natural”,
perversa e desleal competição imposta pelo poder econômico.
Causa
espanto também o crescimento de homicídios, furtos e roubos. Cada vez mais perdemos
jovens para a criminalidade; o desemprego ofuscado apenas pela explosão da
construção civil que absorve um grande contingente, mas na sua maioria de
mão-de-obra braçal, crescente é a população economicamente ativa que está fora
do mercado.
espanto também o crescimento de homicídios, furtos e roubos. Cada vez mais perdemos
jovens para a criminalidade; o desemprego ofuscado apenas pela explosão da
construção civil que absorve um grande contingente, mas na sua maioria de
mão-de-obra braçal, crescente é a população economicamente ativa que está fora
do mercado.
Esse
quadro desigual gera violência, já percebida no nosso cotidiano. O ruim é que
esse aumento da violência não é enfrentado com estratégias que ajudem a reduzir
a pobreza e a miséria, produto das desigualdades sociais, raiz de tantos males.
É o efeito “camaleão daltônico”: o
animal se adapta à cor do ambiente para se proteger, mas desconhecendo as cores
ele não sabe ao certo por qual fazer a opção, confunde-se.
quadro desigual gera violência, já percebida no nosso cotidiano. O ruim é que
esse aumento da violência não é enfrentado com estratégias que ajudem a reduzir
a pobreza e a miséria, produto das desigualdades sociais, raiz de tantos males.
É o efeito “camaleão daltônico”: o
animal se adapta à cor do ambiente para se proteger, mas desconhecendo as cores
ele não sabe ao certo por qual fazer a opção, confunde-se.
Trazer
à baila estas questões não é fazer o papel de ave do mau agouro, mas trata-se
de chamar a atenção para o fato de que Parnaíba desponta com possibilidades
para sair de vez da dependência que sempre teve dos investimentos públicos. A
exemplo, temos um fenômeno que a cidade precisa aproveitar melhor: o despertar
enquanto pólo universitário, uma vez que a municipalidade só se apropria do
discurso momentâneo que traz a positividade do fato. Esse momento novo traz um
impacto significativo para a economia, com reflexos diretos no cotidiano de
toda a cidade: construção civil acelerada, melhoria no comércio e prestação de
serviços, expansão do setor imobiliário, etc. Porém, a cidade ainda não se
estruturou para que as oportunidades sejam horizontalizadas, ou seja, que um
maior número possível de pessoas se apropriem desse ganho econômico.
à baila estas questões não é fazer o papel de ave do mau agouro, mas trata-se
de chamar a atenção para o fato de que Parnaíba desponta com possibilidades
para sair de vez da dependência que sempre teve dos investimentos públicos. A
exemplo, temos um fenômeno que a cidade precisa aproveitar melhor: o despertar
enquanto pólo universitário, uma vez que a municipalidade só se apropria do
discurso momentâneo que traz a positividade do fato. Esse momento novo traz um
impacto significativo para a economia, com reflexos diretos no cotidiano de
toda a cidade: construção civil acelerada, melhoria no comércio e prestação de
serviços, expansão do setor imobiliário, etc. Porém, a cidade ainda não se
estruturou para que as oportunidades sejam horizontalizadas, ou seja, que um
maior número possível de pessoas se apropriem desse ganho econômico.
Onde
acaba a ficção e começa a realidade?!
acaba a ficção e começa a realidade?!
A
falta de planejamento se irradia em todos os setores da vida cotidiana. O
trânsito tomado como exemplo, revela que a cidade há muito carece de estudos e
ações concretas fundadas na engenharia de tráfego. O quadro atual é desolador, sem
a intervenção anterior, antevê-se o caos. Para ilustrar, motoristas e
motoqueiros, em boa medida, ajudam no aumento das estatísticas de acidentes que
têm como causa principal, a imprudência e a imperícia, aliado à irresponsável
conduta de dirigir alcoolizado. Sem um programa educativo e de caráter
permanente, as ações municipais limitam-se a multar alguns casos de infrações.
Falta educação, falta humanização!
falta de planejamento se irradia em todos os setores da vida cotidiana. O
trânsito tomado como exemplo, revela que a cidade há muito carece de estudos e
ações concretas fundadas na engenharia de tráfego. O quadro atual é desolador, sem
a intervenção anterior, antevê-se o caos. Para ilustrar, motoristas e
motoqueiros, em boa medida, ajudam no aumento das estatísticas de acidentes que
têm como causa principal, a imprudência e a imperícia, aliado à irresponsável
conduta de dirigir alcoolizado. Sem um programa educativo e de caráter
permanente, as ações municipais limitam-se a multar alguns casos de infrações.
Falta educação, falta humanização!
O
que poderia também melhorar a economia local e consequentemente a vida das
pessoas seria a correta aplicação dos recursos públicos. Parnaíba vem sido
marcada, nos últimos anos, por receber um grande montante de recursos federais
ainda não aplicados, senão vejamos: obra do matadouro público, 900 banheiros
para residências carentes do bairro São Vicente de Paula; serviço de drenagem
do bairro Piauí (ruas Oeste, Carpina e Anhanguera – Piscinão); o lento e mal executado
esgotamento sanitário; a requalificação da Av. Nações Unidas (Beira Rio); a
segunda etapa da expansão do Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos.
Registre-se que todas essas obras têm recursos em caixa, mas ainda não foram
executadas/concluídas por conta de um misto de incompetência com falta de
compromisso.
que poderia também melhorar a economia local e consequentemente a vida das
pessoas seria a correta aplicação dos recursos públicos. Parnaíba vem sido
marcada, nos últimos anos, por receber um grande montante de recursos federais
ainda não aplicados, senão vejamos: obra do matadouro público, 900 banheiros
para residências carentes do bairro São Vicente de Paula; serviço de drenagem
do bairro Piauí (ruas Oeste, Carpina e Anhanguera – Piscinão); o lento e mal executado
esgotamento sanitário; a requalificação da Av. Nações Unidas (Beira Rio); a
segunda etapa da expansão do Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos.
Registre-se que todas essas obras têm recursos em caixa, mas ainda não foram
executadas/concluídas por conta de um misto de incompetência com falta de
compromisso.
Aguardam
também decisão política intervenções na Lagoa do Portinho e do Bebedouro, o
pleno funcionamento do nosso aeroporto e, como pano de fundo para justificar os
discursos lembrados só no período eleitoral: o Porto de Amarração, o turismo
como mola propulsora da economia, a estrada de ferro ligando Teresina ao
litoral e a Zona de Processamento de Exportação, a ZPE.
também decisão política intervenções na Lagoa do Portinho e do Bebedouro, o
pleno funcionamento do nosso aeroporto e, como pano de fundo para justificar os
discursos lembrados só no período eleitoral: o Porto de Amarração, o turismo
como mola propulsora da economia, a estrada de ferro ligando Teresina ao
litoral e a Zona de Processamento de Exportação, a ZPE.
Diante
tudo isso, quem fala ou deveria falar, quase sempre não fala nada. Ou quando
fala, esconde a verdade. E, quem faz ou deveria fazer, quase sempre não faz
nada. Ou quando deveria fazer, faz mal feito! Salve ó Parnaíba!!!
tudo isso, quem fala ou deveria falar, quase sempre não fala nada. Ou quando
fala, esconde a verdade. E, quem faz ou deveria fazer, quase sempre não faz
nada. Ou quando deveria fazer, faz mal feito! Salve ó Parnaíba!!!
(*)
Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.
Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.
