Por:Francisco Carlos Pontes(*)
Nos últimos tempos têm surgido propostas as mais diversas concernentes ao livro e à sua produção em Parnaíba. Podemos citar nominalmente dois autores de gerações diferentes e com propostas atuais: Ithalo Furtado e Joaquim Saraiva, com os livros: “Uma pedra em cada por enquanto” e o Reino da Palhaçada e Amigo Velho”, respectivamente. E de quebra “Blasfêmeas… Elas entre poemas e prosas” sob a minha organização e com as seguintes autoras: Aldenora Cavalcante, Fernanda Paz, Jannayne Janne, Juliana Souza, Juliana Veras, Jullyanne Teixeira, Monica Moraes, Saphyra Alves, Talita do Monte e Vanessa Trajano.
O Jornalista Antonio de Pádua Marques segue com o livro “Gato Ladrão de Sebo” e que também desfecha a sua proposta. O também jornalista José Luiz de Carvalho com a literatura fantástica “Bury-Açu”, Daniel Ciarlini com “A face oculta da literatura piauiense”, Diego Mendes Sousa com “Candelabro de Álamo”. Cleto Sandys e Frederico Ozanan publicou “Parnaíba: a cidade que nos habita”, só para citar alguns.
Poderia enumerar tantos outros autores. No entanto me limito a falar também sobre aqueles que não se curvam diante de todas as adversidades possíveis de um mercado “ainda” confuso do livro neste país. Edição, publicação, divulgação. Uma discussão sempre revisitada. Não há como fugir da regra. Livro é um tema sempre recorrente. Não vivemos sem esse produto descobridor do mundo e de nossas mentes.
Com o surgimento dos editais públicos promovido pela Prefeitura Municipal de Parnaíba é possível que outros valores serão descobertos. Assim esperamos, claro. Mas o comentário em questão se deve principalmente ao desejo de materializar-se o sonho de publicações de livros. A inquietude criativa dos escritores é o lema que nos interessa muito.
Falar dos incentivos ou da falta deles, da iniciativa ou não da ordem pública, o essencial é a criação sempre latente dos autores e autoras. Isso é vital. Enquanto houver alguém com vontade de criar, será muito bem vindo. Há exceções, contudo. Os que e sentem desestimulados e caem nas malhas da desistência. Uma pena. Nada, contudo que não se possa reaver.
A vida tem desencontros e o ofício de escrever não seria diferente. Quando a safra é boa o otimismo é iminente, quando não… esvai-se a reflexão. Quem poderá ficar indiferente senão àqueles a quem o livro não lhes custa “nada” ou o conhecimento sobre ele não lhe chegou.
Aí seria o capítulo de uma outra história.
Concluindo, imagino que Parnaíba não constitui uma safra de novos escritores por acaso. A sua vocação pela escrita se arrasta por 3 séculos de sonhos, história e luta, como como se um espírito lírico se instalasse entre nós.
(*)Francisco Carlos Pontes, editor de revista e produtor cultural – Parnaíba-PI
(FONTE: JORNAL “TRIBUNA DO LITORAL)
(FONTE: JORNAL “TRIBUNA DO LITORAL)
