A última pesquisa de intenção de voto está inquietando a base aliada. Os números do candidato governista não são animadores para quem pretende conquistar o governo do Estado. As alianças políticas derivadas de bases de governo carregam no seu bojo o vício da conveniência. O grande problema para Marcelo Castro é que a maioria dos partidos da chamada base aliada só está com ele para manter os cargos no Governo. Não custa lembrar o frisson (ou a inquietude), gerado pelo ultimato dado no ano passado pelo então governador Wilson Martins aos seus aliados onde ele impôs uma data para que todos dissessem se ficariam ou não com a chapa majoritária por ele alinhavada. Só saiu o PT. Os demais ficaram porque sabem a necessidade que os partidos políticos do Piauí têm de manter seus ‘vaqueiros’ alojados na máquina administrativa do Estado. Portanto, aliança política, qualquer que seja, leva sempre em consideração a situação a que o partido ficará submetido no período eleitoral. Logo, não haveria diferença se amanhã o o candidato vir a ser outro. Portanto, essa situação não se altera nem quando se muda o candidato dentro do próprio agrupamento governista. Se por acaso venha ocorrer uma mudança de candidatura, a base que está hoje sustentando a candidatura de Marcelo Castro, apoiaria, o novo candidato. Diferentemente da opinião de alguns que acham que a performance eleitoral e pessoal de Marcelo Castro influi decisivamente no resultado da eleição, a formação da base indica outra direção. Qualquer candidato que contar com esse apoio terá as mesmas chances conferidas hoje ao peemedebista.
Pesquisa inquietante
Por:Arimatéia Azevedo
