Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira pelo IBGE revela que o Piauí ocupa a terceira posição no ranking nacional de trabalhadores na informalidade, com uma taxa alarmante de 54%. O estado fica atrás apenas do Maranhão e do Pará, que registram índices de 57%. Em 2023, o Piauí atingiu seu maior número de piauienses em situação de instabilidade desde 2019, quando a taxa bateu o recorde de 60%.

Os dados mais recentes indicam um retrocesso, mesmo com o crescimento no número de empresas abertas no estado. Esse contraste evidencia um problema estrutural: a maioria dessas novas empresas não gera empregos formais, sendo, em muitos casos, apenas de fachada. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a informalidade e promover geração de renda com direitos trabalhistas garantidos. (Silas Freire)