Polícia investiga se empresária morta em shopping no Piauí foi vítima de facção ou feminicídio

A Polícia Civil do Piauí continua a investigação sobre a morte de uma empresária dentro de um shopping em Luís Correia, Litoral do Piauí. O delegado Aldely Fontinele, responsável pelo caso, revelou ao g1 que trabalha com as hipóteses da mulher ter sido vítima de facção criminosa ou de feminicídio.

Delegacia de Luís Correia — Foto: Reprodução/TV Clube

“A investigação ainda está em curso e trabalhamos com pelo menos duas linhas, que consiste em uma represália da facção criminosa adversária ou do crime ter sido a mando do ex-companheiro da vítima”, explicou o delegado.

De acordo com a polícia, a empresária identificada apenas como Sâmia, de 31 anos, fazia parte de uma facção criminosa e pessoas da organização adversária podem ter cometido o crime. Na noite de sábado (3), dia do ocorrido, a mulher estava em sua loja no shopping com seu atual companheiro.

Ainda segundo o delegado, Sâmia já tinha passagem pela polícia por tráfico de droga, delito pelo qual seu ex-marido está preso atualmente. Mesmo assim, a polícia não descarta a possibilidade do homicídio ter sido a mando do ex-companheiro.

O crime

A empresária Sâmia, de 31 anos, foi assassinada dentro da loja de sua propriedade, em um shopping da cidade de Luís Correia, Litoral do Piauí, na noite desse sábado (4).

Ciptur - Polícia Militar Luís Correia — Foto: Reprodução/TV Clube

Ciptur – Polícia Militar Luís Correia — Foto: Reprodução/TV Clube

De acordo com o tenente Mesquita, da Companhia de Policiamento Turístico de Luís Correia, ela estava com um homem na loja dentro do shopping quando dois homens chegaram de moto e estacionaram o veículo na entrada.

“Os dois desceram de capacete, com blusões e foram à loja dela, e anunciaram um assalto, mas depois já foram atirando”, informou.

Ela morreu no local e o homem que estava com ela foi atingido, ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde. O delegado Aldely não soube informar qual o estado de saúde do namorado da vítima. (Por Lívia Ferreira*, g1 PI)

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