Vários políticos piauienses se pronunciaram sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida na manhã deste sábado (03/01), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o líder venezuelano não deveria mais receber tratamento diplomático nem reconhecimento como chefe de Estado, defendendo o fim da relativização de ditaduras por motivos ideológicos.
“Acabou o tempo em que o ditador Maduro era tratado com um respeito que jamais mereceu. Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo. Acabou a ditadura de Maduro na Venezuela e acabou, sobretudo, o tempo de passar pano para ditaduras e ditadores. A esquerda não pode ter ditadores de estimação. Hoje a América do Sul começa a acordar do pesadelo”, afirmou.
Parlamentares aprovaram operação que aconteceu na manhã deste sábado (Foto: Reprodução)
O deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) também comemorou, por meio da rede social X (antigo Twitter), a queda do regime venezuelano, destacando que o momento representa um alívio para a população e o início da esperança por uma democracia.
“América Latina livre de ditaduras! A queda do regime narcoterrorista na Venezuela é um alívio para um povo que sofreu demais. Com Maduro fora do jogo, nasce a esperança de uma democracia verdadeira. Que a Venezuela volte a ter futuro e dignidade”, declarou.
Já o deputado estadual Fábio Novo (PT-PI) postou uma charge e criticou a operação nas redes sociais e afirmou que a ação norte-americana estaria ligada, na verdade, a interesses econômicos.
“A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo: são 303 bilhões de barris. Soberana como nação desde 1811. Não comungo com Maduro, mas Trump não tem o direito de invadir o país sob o pretexto de ditadura e narcotráfico. Essa é a desculpa para roubar o petróleo”, afirmou.
Charge postada por Fábio Novo criticando operação na Venezuela (Foto: Reprodução)
O parlamentar ressaltou que não apoia Maduro, mas classificou como inaceitável a interferência do governo norte-americano no comando do país.
“Trump sequestra um presidente e sua esposa. Não reconhece a vice e nem a líder da oposição que venceu o Nobel da Paz para assumir o poder. Horas depois, diz que os EUA vão governar o território invadido e que empresas petrolíferas americanas farão a extração. Inaceitável!”, finalizou.
O ex-vereador e atual presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (ARSETE), Edson Melo, publicou em uma rede social uma foto do presidente venezuelano saindo algemado de um avião, acompanhada da legenda: “O fim do Xandão vai ser igual ao do Maduro!”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Postagem do atual presidente da ARSETE nas redes sociais (Foto: Reprodução)