O governo do Piauí precisa se debruçar sobre o porto de Luís Correia não com palavras ou ufanismo. É preciso que se sanem as gigantescas irregularidades e falhas técnicas comprovadas por peritos do Ministério Público Federal, contida em um relatório de 119 páginas, produzido em 2012 e que, uma vez lido, joga por terra todo o nhenhenhém dos gestores locais sobre essa obra.
O que ocorreu no porto de Luís Correia ao longo dos últimos anos foi uma recorrente prática nefasta de desvio de recursos públicos, desobediência a normas técnicas elementares, não cumprimento de prazos, licenciamentos ambientais concedidos por órgãos não competentes para tanto. Isso para ficar apenas no grosso do desrespeito às normas e às leis.
A tarefa primeira para se garantir que o porto possa de fato existir é sanar as irregularidades – que estão apontadas no relatório e, portanto, são de fácil conhecimento para o público e gestores. Mais que isso, será necessário apontar soluções e, a partir daí, buscar os recursos, sejam públicos ou em parcerias privadas, que possam assegurar o término e a operação do porto. Fora disso, será mais uma dessas falácias locais tudo o que se disser de facilidades para aportar recursos em Luís Correia.
Caminhos
(Por:Arimateia Azevedo)
Fotos e Edição:Bernardo Silva