Posicionamento de campanha

Por:Zózimo Tavares
O clima da campanha ao governo liderada pelo governador Zé Filho (PMDB) é outro. Se antes havia um quê de morno e apatia, agora o que se vê é um candidato com postura de candidato. É isso que dá o tom em uma campanha eleitoral. Quem se habilita à disputa para qualquer cargo eletivo deve ter em mente, primeiro, o posicionamento. 
Talvez tenha sido este detalhe que faltou ao deputado federal Marcelo Castro, que lançou sua candidatura a governador e não conseguiu se viabilizar. E alguns talvez queiram relativizar, dizendo, por exemplo, que as coisas fluem melhor para qualquer candidato que esteja com a caneta nas mãos. Seria querer simplificar demais o processo eleitoral e, claro, a reeleição. 
Engana-se quem pensa que reeleição é fácil. Não é, especialmente para quem ainda não tem nem o que mostrar, que é o caso do governador. Ao contrário de Wilson Martins, que trabalhou os três anos como vice de Wellington Dias (2007/2010) já se preparando para ser candidato a governador quando assumisse o mandato, Zé Filho não pavimentou uma candidatura à reeleição. Agora, corre literalmente atrás do prejuízo.
Ainda é cedo para análises, mas a caminhada da coligação “Piauí no Coração” pelo centro de Teresina, no último sábado, mostrou o ritmo que o governador quer dar à sua campanha. Zé Filho nunca foi uma pessoa carismática (como o é o senador Wellington Dias, candidato do PT, que consegue arrastar atrás de si uma legião de seguidores aonde quer que vá) e não passará a ser, agora, porque é candidato. Mas ele é esforçado! 
Bem ou mal, já se destacou nesta campanha só pela coragem de remar contra a maré, sair da zona de conforto que seria apoiar o Governo Dilma simplesmente por ser este o dono do poder neste momento. E é mérito dele conseguir arrastar outros partidos porque, para estes, também seria cômodo permanecer onde está e seguir, como aconteceu em 2010, para o time da Dilma e do Lula. 
Resta saber se esse esforço vai ser suficiente para dobrar a fortíssima candidatura de Wellington Dias. Isso aí só o tempo vai dizer. Até outubro, são quase três meses de campanha e muita coisa ainda pode mudar. Mas já é possível dizer que Zé Filho não entrou na disputa para brincar.

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