Por: Bernardo Silva (*)
Embora tenha nascido maranhense, sou parnaibano por força de lei municipal desde 2006. E agradeço o ex-vereador Batista Véras pelo título por ele sugerido e aprovado pela Câmara. Como igualmente agradeço o ex-prefeito José Hamilton que nos concedeu a Medalha do Mérito Municipal, pouco tempo depois, consolidando em mim o espírito de “parnaibanidade” que eu carregava e que muitos dos legítimos “filhos da terra” estão longe de possuir. E por isso sinto-me no direito de brigar pelas coisas da cidade onde constitui família e trabalho, desde 1975, como comunicador, e a partir de 1977 como professor, com menos de 20 anos de idade.Ah!Também me ofereceram a Medalha do Mérito Renascença do Piaui (aquela) e não fui receber.
Juro que tenho me esforçado para acreditar (tá difícil) que Parnaíba é uma cidade diferenciada, que superou a fase em que foi governada pelas “forças do atraso” e que hoje respira aliviada porque os dois gestores desta última década – José Hamilton e Florentino Neto – são extremamente arrojados, modernos, que têm dado à minha cidade outro aspecto que a distanciou daquilo que existia antes deles, gestores fenomenais.
Como jornalista da área sou sabedor do quanto os políticos usam a mídia para mentir, na tentativa de incutir na cabeça do eleitorado aquilo que gostariam que de fato ocorresse, mas não ocorre, porque eles não querem, por falta de espírito público. E a partir daí vem toda uma confusão que me deixa angustiado, ansioso, tentando crer em determinadas declarações ditas por eles na imprensa mas que não têm comprovação prática.
Por que a maioria dos políticos fala de forma evasiva? Por que iludem as pessoas, com meias verdades, quando deveriam usar da sinceridade fazendo jus à confiança que o povo lhes depositou?! Sabem todos eles que a verdade sempre aparece. E quando alguém faz alguma coisa de prejudicial a outrem, há dentro da gente um verdadeiro tribunal chamado consciência que passa a nos tirar a paz. Ou será que esta gente não tem consciência?!
Intrigam-me os motivos pelos quais a população continua sem saber qual a verdadeira razão de não existir na cidade transporte coletivo decente, como ocorre em outras cidades, com abrigos para passageiros em determinados pontos das áreas mais afastadas; por que nunca ligaram e continuam sem ligar para nosso potencial turístico, a partir da falta de investimentos na Pedra do Sal e no Portinho, que são bairros do município, onde moram pessoas, mas é como se morassem apenas bodes, porque até água potável é difícil. E o matadouro municipal? São seis anos que um verdadeiro “mistério” envolve este assunto, sem que o prefeito tenha a coragem de explicar, de forma convincente, o que está havendo, por que não concluem o que iniciaram.
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| Florentino:Visita às obras do Matadouro |
As ruas da cidade, apesar de estarem recuperando a pavimentação poliédrica, por que não punir quem as destruiu? Foi a empresa que está fazendo o saneamento básico ou foi o desleixo do ex-prefeito? Como saber? Pode até ser que o prefeito Florentino tenha boa vontade de mudar o quadro, mas vai demorar. E o serviço de mototaxistas, introduzido ainda quando o prefeito era Moraes Sousa Filho e Mão Santa governador… Por que não o regularizam, como já ocorreu em outras cidades menores que a nossa?
Na minha cabeça fervilham os porquês.Mas, vou ficando por aqui. É difícil sonhar alto com os políticos que temos. Talvez até tenham grande projetos, na cabeça, no papel. Mas até agora não têm ido além da mídia. Nossa sociedade vive sob muitos aspectos uma espécie de “esquizofrenia”, onde aquilo que se diz não se adequa ao que se faz . Repetindo Santo Antônio de Pádua:“ Cessem as palavras e falem as obras”.
(*)Bernardo Silva é jornalista e professor
Fonte: Jornal “Tribuna do Litoral”
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