Paralisação de profissionais de saúde no HEDA
Cumprindo decisão tomada em assembleia geral da categoria, realizada dia 19, os profissionais de enfermagem do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) realizam a partir desta sexta feira, dia 26, prosseguindo até domingo (28), uma paralisação de advertência que deverá ser seguida também por outras categorias como a de farmacêuticos e fisioterapeutas.
Eles reclamam, dentre outras coisas, da falta de condições de trabalho e disparidade salarial entre os profissionais. Segundo exposição feita durante a Assembleia, enquanto um enfermeiro ganha R$ 1.600 o técnico percebe de salários R$ 1.100. “O que o médico ganha em um ano o enfeiro ganha em 30 anos e o técnico de enfermagem em pouco mais de 37 anos”, reclama o enfermeiro Márcio Alves.
De acordo com o presidente em exercício do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem, Erick Riccely, “O hospital Dirceu é o único do Piauí que tem mais médicos do que enfermeiros. E não adianta ter muitos médicos se falta quem faça os procedimentos”, pontuou Riccely.
Os enfermeiros reclamam ainda da necessidade de contratação de profissionais concursados, visto que os cargos mais importantes vem sendo ocupados por recém contratados ou recém formados, sendo que existem profissionais especializados e mais experientes que ficam de fora das contratações.
A categoria acredita ainda na possibilidade da existência de funcionários fantasmas no Dirceu. Eles propõem uma investigação rigorosa porque também suspeitam de uma relação nada ortodoxa entre o HEDA e a rede privada de saúde.
