PT quer cassar Mão Santa

POR:ZÓZIMO TAVARES

O PREFEITO Florentino Neto (PT), vencido nas urnas em Parnaíba, quer derrubar Mão Santa agora no tapetão.

Na noite do dia da eleição de 2 de outubro, após a divulgação do resultado oficial do pleito pela Justiça Eleitoral, o prefeito de Parnaíba, Florentino Neto (PT), fez imediatamente uma ligação telefônica para o ex-senador Mão Santa (SD) cumprimentando-o pela vitória. Fez o que todo político democrata deve fazer: reconhecer a derrota e a vitória do adversário.
Poucos dias depois, o prefeito parnaibano deu mais um passo a favor da urbanidade na política: promoveu uma reunião com o prefeito eleito e suas equipes para instalar a Comissão de Transição. O procedimento já está previsto em lei, porém em muitos municípios o atraso de mentalidade política ainda dificulta o cumprimento dela.
Alguns dias depois, no entanto, começaram a sair na mídia informações de que a administração do prefeito Florentino Neto estava criando obstáculos aos trabalhos da Comissão de Transição. Tal informação chocava-se, evidentemente, com o perfil do prefeito, que sempre se portou como um político de postura sensata e equilibrada.
E, quando se pensava que as escaramuças da campanha eleitoral de Parnaíba já eram página virada, eis que o prefeito Florentino surpreende com uma ação para cassar o mandato de Mão Santa. Para tanto, contratou um dos mais renomados juristas do Brasil na atualidade, na área eleitoral, o ex-juiz Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa.
O prefeito não convenceu a maioria do eleitorado parnaibano de que ele merecia ser reconduzido ao cargo, mas conseguiu convencer o Dr. Márlon Reis de que quem abusou do poder econômico na eleição foi Mão Santa, que fez uma campanha franciscana, com apenas dois partidos, e não ele, Florentino, cuja candidatura era puxada por uma locomotiva de 19 partidos, mais o apoio da Prefeitura e do Governo do Estado.
Em sua denúncia à Justiça eleitoral, o advogado sustenta que a campanha feita pelo candidato Francisco de Assis de Moraes Souza (Mão Santa) “foi embasada em disputa desleal que o sagrou vencedor: omissão de recursos e recibos, uso indevido de recursos materiais sem a devida prestação de contas, doações ilegais, além do uso de caixa-dois na sua campanha, o que configura abuso de poder econômico”.
Segundo Marlon Reis o candidato Mão Santa divulgou, a título de total de despesas contratadas, “o pífio montante de R$ 33.007,95 para a disputa de uma das prefeituras mais concorridas do Piauí”. A Ação de Investigação Judicial por Abuso de Poder Econômico contra Mão Santa será formalizada hoje.  (Com informações do Portal AZ)

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