O puxão de orelha
Fontes garantem que ocorreu um tête-à-tête entre Rafael Fonteles e Wellington Dias. O governador, em tom de cobrança filial, teria lembrado ao ministro – e seu padrinho político – que já o havia feito faltar com a palavra uma vez, em acordo costurado com o clã Santana.

Comigo não!
Dessa vez, porém, Rafael não engoliu em seco. Olho no olho, teria disparado: “Você não vai mais fazer com que eu volte atrás na minha palavra”.
Se confirmada, a frase marca uma virada: o pupilo finalmente dizendo ao mestre que a caderneta de fiado político fechou.
O prato indigesto
A conversa entre Rafael Fonteles e Wellington Dias foi sobre a vice em 2026. Rafael não deixou margem para mal-entendidos: lembrou ao ministro que Washington Bandeira só largou a toga porque recebeu dele, Rafael, a palavra de que seria vice na próxima eleição. Palavra empenhada, palavra cumprida.
E eu, como fico?
O problema é que Wellington ouviu, engoliu a seco, mas não conseguiu digerir. Para quem sempre gostou de ser o maestro, assistir o discípulo ditar o compasso deve ter sido um jantar sem sobremesa para o índio. (Portalaz)