Rafael: governo federal é leão com governadores e gatinho com a Petrobras

Pré-candidato a governador diz que teto para o ICMS aprovado pelo Congresso é tiro no pé do governo federal. Foto: Apoliana Oliveira/Meio Norte

Pré-candidato a governador diz que teto para o ICMS aprovado pelo Congresso é tiro no pé do governo federal. Foto: Apoliana Oliveira/Meio Norte

No dia em que a Petrobras anuncia novo reajuste no preço da gasolina e do diesel, o pré-candidato a governador do Piauí pelo Partido dos Trabalhadores, Rafael Fonteles, classificou como “tiro no pé” a manobra do Governo Federal, com aprovação do Congresso Nacional, que implementa teto de 17% na alíquota de ICMS para os combustíveis. Para o petista, o reajuste anula os efeitos da redução tributária e penaliza a população brasileira. 

“O governo tem a maioria das ações da Petrobras. Foram incapazes de impedir o aumento que acabou de ser anunciado, de 14% no diesel, então das duas coisas: ou são frouxos e não conseguem enfrentar a Petrobras, seus acionistas, ou são levianos, fazendo algo só para a plateia. Esse aumento de 14% do diesel já é maior que qualquer benefício com a redução tributária, que não vai acontecer, por que se define o preço é pela matriz de tributos. A chance de não ter efeito nenhum no preço na bomba é muito grande, ou se tiver, é muito pouco. Essa decisão tomada prejudicou o povo brasileiro duas vezes”, disse.

Aos jornalistas, Rafael ainda classificou a implementação do teto para o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias, conhecido como ICMS, como “medida eleitoreira” e defendeu que o problema só pode ser verdadeiramente enfrentado com o debate sobre a política de preços da Petrobras.

“Realmente, o governo federal é frouxo. Fala como um leão diante de governadores e prefeitos, e diante da população que sofre, e fala como um gatinho na hora de lidar com os acionistas da Petrobras, que estão tendo um lucro histórico à custa do sofrimento do povo brasileiro, que é o dono majoritário da Petrobras, veja que loucura”, concluiu. (Apoliana Oliveira)

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