A pré-campanha no Piauí, para os que fazem parte do atual governo, avança em ritmo acelerado, enquanto a oposição segue inerte em seu próprio labirinto. Em vez de caminhar para a unidade, o campo oposicionista multiplicou pré-candidaturas, alimentando vaidades e, em alguns casos, devaneios, sem conseguir construir um grupo e um nome capaz de enfrentar Rafael Fonteles de forma competitiva.
Rafael Fonteles e Ciro Nogueira, líderes da situação e da oposição, respectivamenteQuanto mais a oposição ensaia vários movimentos, ao mesmo tempo, menos transmite clareza ao eleitor. O resultado é um quadro de confusão interna que compromete qualquer narrativa de alternativa real de poder.
Os partidos oposicionistas estão divididos, cada um defendendo seu próprio pré-candidato, como se a eleição fosse uma disputa interna permanente. Sem convergência, sem projeto comum, sem estratégia unificada e, principalmente, sem muita empolgação nas bases.
O cenário enfraquece toda a estrutura de uma chapa que pretenda disputar, pra valer, contra toda a estrutura do bloco liderado pelo governador Rafael Fonteles. Sem um candidato sólido ao governo, fica praticamente impossível montar, inclusive, chapas fortes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. A eleição majoritária deixa de puxar voto e passa a empurrar para baixo toda a composição.
Ciro Nogueira, principal liderança da oposição no estado, ainda não conseguiu apresentar sequer um parceiro viável para a disputa ao Senado. A indefinição expõe o vazio de articulação e amplia a sensação de que a oposição não sabe, de fato, que rumo vai tomar.
Senador Ciro Nogueira
Sem uma chapa majoritária crível, o risco é iminente: ficar sem palanque e sem discurso. Como criticar, como propor e como conquistar corações e mentes se nem internamente há acordo sobre quem lidera, efetivamente o projeto?
Enquanto nada acontece para a oposição o governo ocupa espaços, amplia alianças e constrói presença política em todo o estado. O contraste é evidente. De um lado, método e organização. Do outro, dispersão e hesitação. Rafael entrou em rápidas férias deixando o recado que, ao retornar, vai retornar aos 224 municípios do Piauí, já em pré-campanha, certamente seguido por uma caravana de pré-candidatos a cargos proporcionais.
Rafael Fonteles, governador e pré-candidato a reeleiçãoSe continuar apostando na multiplicação de pré-candidaturas e na divisão interna, a oposição não apenas perderá tempo, mas se empurrará para um isolamento político difícil de reverter às vésperas da eleição. O argumento de “provocar um segundo turno” segue sendo temerário, principalmente se consideramos os resultados das últimas eleições estaduais
Em política, quem não se une a tempo, acaba assistindo ao jogo da arquibancada…e chorando derrota.(Lupa1)