Na abertura do 4º SALIPA:Zuenir Ventura,Wellington Soares, Tatiana Correa
Já está na Câmara Municipal, para ser votado pelos vereadores terça feira ao meio dia, em sessão extraordinária, o Projeto de Lei do prefeito Florentino Neto, instituindo a obrigatoriedade da realização anual do Salão do Livro de Parnaíba- SALIPA.
A segunda parte seria o prefeito executar o Projeto “Implantando Comunidades Educadoras em Parnaíba:Leitura, Escolas e Juventude na Construção do Desenvolvimento Local”, cujo objetivo é “promover o hábito prazeroso da leitura junto aos alunos e alunas da rede municipal de ensino de Parnaíba, impactando nos indicadores de rendimento escolar e no fortalecimento da integração escola e comunidade.
Tenho em mãos a cópia do Projeto, que me foi entregue pelo agora prefeito e à época vice-prefeito, Florentino Neto.Prometeu que executaria o projeto e não o fez porque talvez não tivesse a caneta. Agora a tem. O que falta?!
O propósito de leitura, reproduzo abaixo trechos de uma crônica de domingo, do escritor e organizador do SALIPA, Wellington Soares, publicada no Jornal Meio Norte:
SEMEAR LIVROS PARA COLHER LEITORES
(…)Se para Montaigne, a companhia dos livros é preferível à dos
homens e das mulheres. Se para Borges, o livro representa a própria imagem do
paraíso. Se para Montesquieu, uma hora de leitura é suficiente para dissipar
qualquer dissabor. Se para Pennac, a virtude paradoxal da leitura é de nos
abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido. Se para Henry Miller,
devemos ler para oferecer à nossa alma a oportunidade da luxúria. Se para
Platão, livros são filhos imortais deificando seus pais. Se para Emerson, a
biblioteca de um homem é uma espécie de harém. Se para Heinrich Mann, uma casa
sem livros é como um quarto sem janelas. Se para Demétrio, os livros têm mais
coragem que as cortesãs para dizer a verdade aos reis. Se para d’Alembert, a
bibliomania( o “furor de ler livros e de os ter”) garante a quem por ela é
acometido prazeres sutis e constantes. Para mim, este humilde e pacato cidadão
do Piauí, livro é a possibilidade de atravessar a vida sem sentir-se tão
sozinha.
homens e das mulheres. Se para Borges, o livro representa a própria imagem do
paraíso. Se para Montesquieu, uma hora de leitura é suficiente para dissipar
qualquer dissabor. Se para Pennac, a virtude paradoxal da leitura é de nos
abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido. Se para Henry Miller,
devemos ler para oferecer à nossa alma a oportunidade da luxúria. Se para
Platão, livros são filhos imortais deificando seus pais. Se para Emerson, a
biblioteca de um homem é uma espécie de harém. Se para Heinrich Mann, uma casa
sem livros é como um quarto sem janelas. Se para Demétrio, os livros têm mais
coragem que as cortesãs para dizer a verdade aos reis. Se para d’Alembert, a
bibliomania( o “furor de ler livros e de os ter”) garante a quem por ela é
acometido prazeres sutis e constantes. Para mim, este humilde e pacato cidadão
do Piauí, livro é a possibilidade de atravessar a vida sem sentir-se tão
sozinha.
Toda conversa sobre a
importância da leitura vem à tona por causa do Salão do livro de Parnaíba(…).
importância da leitura vem à tona por causa do Salão do livro de Parnaíba(…).
Em sua quarta edição, o Salipa presta
uma justa homenagem a Evandro Lins e Silva, filho ilustre da terra e um dos
maiores juristas do Brasil, infelizmente já falecido. É dele a frase tomada
como tema do evento: “Eu tenho o vício da defesa da liberdade”. Quem proferiu a
palestra de abertura, no auditório da Associação Comercial de Parnaíba, no
Porto das Barcas, foi o renomado jornalista Zuenir Ventura, autor de livros
consagrados – 1968, O ano que não terminou, Cidade partida e Minha história dos
outros. Completando o time de autores nacionais, estiveram presentes também
Affonso Romano de Sant’Anna e Maria Colasanti, que encantaram o público com uma
interessante conversa a respeito da vida e do instigante universo literário.
uma justa homenagem a Evandro Lins e Silva, filho ilustre da terra e um dos
maiores juristas do Brasil, infelizmente já falecido. É dele a frase tomada
como tema do evento: “Eu tenho o vício da defesa da liberdade”. Quem proferiu a
palestra de abertura, no auditório da Associação Comercial de Parnaíba, no
Porto das Barcas, foi o renomado jornalista Zuenir Ventura, autor de livros
consagrados – 1968, O ano que não terminou, Cidade partida e Minha história dos
outros. Completando o time de autores nacionais, estiveram presentes também
Affonso Romano de Sant’Anna e Maria Colasanti, que encantaram o público com uma
interessante conversa a respeito da vida e do instigante universo literário.
Para quem ainda não foi despertado pelo saudável hábito da
leitura, além do contato direto com o livro, nada mais recomendável que
aparecer em atividades dessa natureza, ouvindo de perto os escritores de sua
preferência e folheando os novos lançamentos. Durante quatro dias, Parnaíba se
tornou a “Cidade do Livro”, com milhares de pessoas viajando com e através das
palavras, notadamente a juventude, sempre curiosa e querendo desvendar
infinitos horizontes. Fora outras atividades culturais, a música ocupou, com
bandas locais e de Teresina, um lugar privilegiado no Salipa, com shows marcantes do Grupo Aquarela, Arquivo Sonoro,
Valor de PI e Vavá Ribeiro. O ponto alto, nas atrações artísticas, ficou por
conta do Coral Nova Visão, formado por cegos. Presente ao evento, lembrei de
algo atribuído a Marcel Proust, escritor Francês, que bem define a prazerosa
relação entre leitor e livro:
leitura, além do contato direto com o livro, nada mais recomendável que
aparecer em atividades dessa natureza, ouvindo de perto os escritores de sua
preferência e folheando os novos lançamentos. Durante quatro dias, Parnaíba se
tornou a “Cidade do Livro”, com milhares de pessoas viajando com e através das
palavras, notadamente a juventude, sempre curiosa e querendo desvendar
infinitos horizontes. Fora outras atividades culturais, a música ocupou, com
bandas locais e de Teresina, um lugar privilegiado no Salipa, com shows marcantes do Grupo Aquarela, Arquivo Sonoro,
Valor de PI e Vavá Ribeiro. O ponto alto, nas atrações artísticas, ficou por
conta do Coral Nova Visão, formado por cegos. Presente ao evento, lembrei de
algo atribuído a Marcel Proust, escritor Francês, que bem define a prazerosa
relação entre leitor e livro:
“Gostamos sempre de sair um pouco de nós mesmos, de viajar,
quando lemos”. Que você acha?
quando lemos”. Que você acha?
