Secretário de Meio Ambiente se reúne com donos de limpadoras de fossas

Há muitos anos quem reside no bairro
do Sabiazal e adjacências sofre com o descarregamento de limpadoras de fossas
de Parnaíba que continuam despejando dejetos no local. Em setembro de 2015, o
problema foi debatido por meio de uma audiência pública, provocada pelo
vereador Carlson Pessoa, quando se reuniram membros do Ministério Público, sob
a direção do promotor Cristiano Peixoto; representantes da Comissão de Defesa
do Meio Ambiente da OAB; Companhia de Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa);
empresa de couro Cobrasil Ltda, gerentes das limpadoras de fossas e membros da
Secretaria de Serviços Urbanos e Defesa Civil, da Prefeitura de Parnaíba.
Na época, o engenheiro da Agespisa,
Simon Bolívar, propôs a construção de uma Usina de Tratamento com empresas
privadas, por meio de consórcio, sendo que o procedimento seria realizado
através de um tanque de equalização. Já o município tinha se comprometido a
fazer um estudo financeiro dos gastos para a construção da obra do
tanque de equalização. Entretanto, a realidade é que quase dois anos se
passaram desde o comprometimento das partes envolvidas. O antigo prefeito
entregou o cargo e as entidades não cumpriram com o prometido na audiência.
Agora, com dois meses de
administração Mão Santa, o município foi intimado pelo promotor Antenor
Filgueiras a encontrar uma solução para esse problema que nunca recebeu a
atenção devida das gestões anteriores. Na manhã desta quarta-feira (08), o
secretário de Meio Ambiente, Paulo Eudes, a procuradoria do município, técnicos
e engenheiros ambientais do município, reuniram-se na Prefeitura de Parnaíba
com proprietários de limpadoras de fossas para debaterem o assunto.
 Uma das propostas do grupo foi levar
os dejetos das fossas residenciais para as bacias de oxidação da Agespisa. No
entanto, a companhia alega que não tem serviço suficiente para abrigar todo o
volume das limpadoras de fossas.
“As limpadoras de fossas são um mal
necessário que não podemos deixar de ter. O nosso esgotamento sanitário ainda é
insuficiente para atender toda a demanda da cidade e precisamos dar um destino
adequado para esses dejetos. Estamos discutindo e achando um meio termo para
resolvermos esse problema que já vem de administrações passadas e que não pode
ser resolvido de uma hora para outra, mas o certo é que estamos em busca de uma
solução”, afirmou o secretário Paulo Eudes, que falou ainda da necessidade de o
município desativar o atual aterro sanitário, que não comporta mais tanta
demanda, e construir outro.
(Sup de Comunicação – PMP)

Deixe uma resposta