Duas Parnaíbas
A cidade de Parnaíba vem se tornando um importante pólo educacional. A
chegada de universidades e centros de ensino técnico vem mudando a cara
do município e formando um número cada vez maior de profissionais que
estão ficando ociosos pela inexistência de industrias e empresas em
busca de mão de obra especializada. Com uma economia voltada
principalmente para o comércio de bens de consumo, Parnaíba precisa
agora acompanhar o desenvolvimento de seus jovens profissionais, que
acabam deixando a cidade indo trabalhar em outros polos.
chegada de universidades e centros de ensino técnico vem mudando a cara
do município e formando um número cada vez maior de profissionais que
estão ficando ociosos pela inexistência de industrias e empresas em
busca de mão de obra especializada. Com uma economia voltada
principalmente para o comércio de bens de consumo, Parnaíba precisa
agora acompanhar o desenvolvimento de seus jovens profissionais, que
acabam deixando a cidade indo trabalhar em outros polos.
“Já é
possível ver a presença de grandes rede atacadistas na cidade, que vive
hoje do comércio e de serviços. E a situação de ânimo para a industria
vem dando sinais há pelo menos 10 anos. Parnaíba precisa de industrias
de médio e grande porte. Estão tentando implantar a ZPE, sem a presença
de indústrias aqui, estão construindo o teto, ao invés do alicerce, e
por isso estamos sofrendo um esvaziamento da mão de obra que vem sendo
formada aqui. As pessoas se formam e vão saindo da cidade”. A afirmação
acima é do jornalista Pádua Marques, que faz parte do conselho que hoje
administra o Instituto Histórico de Parnaíba.
possível ver a presença de grandes rede atacadistas na cidade, que vive
hoje do comércio e de serviços. E a situação de ânimo para a industria
vem dando sinais há pelo menos 10 anos. Parnaíba precisa de industrias
de médio e grande porte. Estão tentando implantar a ZPE, sem a presença
de indústrias aqui, estão construindo o teto, ao invés do alicerce, e
por isso estamos sofrendo um esvaziamento da mão de obra que vem sendo
formada aqui. As pessoas se formam e vão saindo da cidade”. A afirmação
acima é do jornalista Pádua Marques, que faz parte do conselho que hoje
administra o Instituto Histórico de Parnaíba.
Ele lembra que a
cidade demorou a receber universidades e entidades que oferecem cursos
técnicos e profissionalizantes como o Sebrae, Senai, Sesi, Senac, e
agora que tem, faltam lugares para trabalhar. “Antigamente não tínhamos
advogados nem odontólogos na cidade, e aos poucos estamos vendo
espalhados escritórios e dezenas de consultórios. E nas outras áreas,
poderia acontecer o mesmo, mas a velocidade desse processo ainda está
muito lento”, afirma Pádua.
cidade demorou a receber universidades e entidades que oferecem cursos
técnicos e profissionalizantes como o Sebrae, Senai, Sesi, Senac, e
agora que tem, faltam lugares para trabalhar. “Antigamente não tínhamos
advogados nem odontólogos na cidade, e aos poucos estamos vendo
espalhados escritórios e dezenas de consultórios. E nas outras áreas,
poderia acontecer o mesmo, mas a velocidade desse processo ainda está
muito lento”, afirma Pádua.
AUSÊNCIA DE GRANDES ESPAÇOS PÚBLICOS
Com
a presença cada vez maior de jovens, que vem o Pará, Maranhão, Ceará e
de outras cidades da região norte do Piauí, Parnaíba é ociosa quando o
assunto é os espaços públicos e particulares para grandes eventos. “Faz
tempos que brigamos por um teatro, aqui todo evento, ou acontece no
Porto das Barcas ou na São Sebastião. Não temos sequer um auditório.
Falta lugar até para formaturas. Precisamos urgente de um Centro de
Convenções, com espaços até para 600 lugares, pois existe essa demanda.
Hoje a cidade tem pouco mais de 5 mil universitários, e a maioria é uma
população que não é daqui”, destaca o jornalista.
Com
a presença cada vez maior de jovens, que vem o Pará, Maranhão, Ceará e
de outras cidades da região norte do Piauí, Parnaíba é ociosa quando o
assunto é os espaços públicos e particulares para grandes eventos. “Faz
tempos que brigamos por um teatro, aqui todo evento, ou acontece no
Porto das Barcas ou na São Sebastião. Não temos sequer um auditório.
Falta lugar até para formaturas. Precisamos urgente de um Centro de
Convenções, com espaços até para 600 lugares, pois existe essa demanda.
Hoje a cidade tem pouco mais de 5 mil universitários, e a maioria é uma
população que não é daqui”, destaca o jornalista.
DESENVOLVIMENTO DO MERCADO IMOBILIÁRIO
A
chegada de jovens de outras cidades vem movimentando o setor
imobiliário em Parnaíba. “Muitos estão procurando a cidade pela
facilidade de acesso à universidade e os próprios moradores estão
entendendo que podem ganhar com aluguel de imóveis na região mais
comercial da cidade. O mercado imobiliário está tendo de aumentar o seu
produto, justamente pelo aumento da demanda”, diz Pádua.
A
chegada de jovens de outras cidades vem movimentando o setor
imobiliário em Parnaíba. “Muitos estão procurando a cidade pela
facilidade de acesso à universidade e os próprios moradores estão
entendendo que podem ganhar com aluguel de imóveis na região mais
comercial da cidade. O mercado imobiliário está tendo de aumentar o seu
produto, justamente pelo aumento da demanda”, diz Pádua.
CIDADE CRESCE E PREFEITURA NÃO ACOMPANHA
A
cidade de Parnaíba vem passando por um processo enorme de expansão. São
agora duas regiões na cidade: o centro velho e a nova Parnaíba. Esta
parte nova segue a partir da avenida Pinheiro Machado, no lado mais ao
Leste do município. “Lá caberiam as indústrias, já que é uma parte ainda
pouco habitada e existe a rota de escoamento para o Ceará”, afirma.
Acontece que o crescimento da cidade está acontecendo, novos conjuntos
habitacionais e residenciais estão surgindo e todo plano de
infraestrutura não está acontecendo para a população, que vem
abandonando estes espaços, pela falta de água, calçamento, iluminação e
principalmente transporte, que é praticamente inexistente.
A
cidade de Parnaíba vem passando por um processo enorme de expansão. São
agora duas regiões na cidade: o centro velho e a nova Parnaíba. Esta
parte nova segue a partir da avenida Pinheiro Machado, no lado mais ao
Leste do município. “Lá caberiam as indústrias, já que é uma parte ainda
pouco habitada e existe a rota de escoamento para o Ceará”, afirma.
Acontece que o crescimento da cidade está acontecendo, novos conjuntos
habitacionais e residenciais estão surgindo e todo plano de
infraestrutura não está acontecendo para a população, que vem
abandonando estes espaços, pela falta de água, calçamento, iluminação e
principalmente transporte, que é praticamente inexistente.
(REPÓRTERES: Apoliana Oliveira e Fábio Carvalho) –
