Semar apura se há risco da BR-402 romper com volume de águas da Lagoa do Portinho

Uma equipe da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) inspeciona um trecho da BR-402 que foi alagada com o aumento do volume de água na Lagoa do Portinho, na cidade de Parnaíba.

   A rodovia foi interditada após as últimas chuvas. Técnicos da Semar analisam se há risco de rompimento.  

No dia 9 de maio ocorreu o alagamento do trecho, mas somente no dia 13 de maio, após o aumento do nível da lagoa devido as chuvas que atingiram a região, o trecho acabou sendo interditado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Como já faz 23 dias que ocorreu o transbordamento, uma equipe da Semar foi conferir a situação da rodovia. A vistoria foi realizada pela auditora fiscal Ambiental, Tânia Nolêto, pelo engenheiro civil Luciano Pessoa, e pelo técnico do Centro de Geotecnologia Fundiária eAmbiental do Estado do Piauí (CGEO), Marco Aurélio Lira.

Segundo o engenheiro Luciano Pessoa, existe uma possibilidade de rompimento do trecho, já que foram encontradas algumas deformações no local.

“Verificamos a presença de trincas, tanto na ponte, que tem extensão de 5 metros, com duas saídas d’água, de um lado a outro da pista. As trincas iniciam nas ombreiras e acompanham por toda largura da ponte. Além deste ponto, foi observada uma deformação, chamada “panela”, no pavimento asfáltico, que está aberta no momento e que, quando há movimento de cargas excessivas, como de carretas e caminhões, apresenta vibração nociva ao pavimento”, disse o engenheiro.

Segundo a Semar, o trecho deve permanecer isolado, pois mesmo que ocorra a redução do nível da água, é importante evitar que qualquer tipo de acidente aconteça. A equipe informou que está sendo discutida a possibilidade de aumentar o trecho interditado e estão sendo discutidas as intervenções que podem ser realizadas.

“Deve ser feita ainda análise do solo e possibilidade de aumentar a cota da via, com sangrias através de bueiros com diâmetro mínimo de 80 centímetros. Deve ser observado, também, a presença da rede elétrica, que em contato com a água pode ocorrer o risco de descargas elétricas, ponto de alerta, principalmente aos ribeirinhos, que pescam na região”, frisa engenheiro civil, consultor da Semar, Luciano Pessoa. (Bárbara Rodrigues (Com informações da Semar)

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