A arena em que se articula a
paralisação geral dos profissionais que trabalham no Hospital Estadual Dirceu
Arcoverde (Heda), em Parnaíba, exceto médicos, tornou-se também um espaço para
denúncias relacionadas à gestão do maior estabelecimento público de saúde do
extremo Norte do Piauí. Nepotismo, negociação questionáveis de escalas entre
médicos de forma a prejudicar o público e até sobrecarga de funções para
trabalhadores que atuam dentro do Centro Cirúrgico e da Unidade de Terapia
Intensiva (UT I). A soma destes desajustes tem sido, segundo o enfermeiro
Erick Ricelly, presidente em exercício do Sindicato da Enfermagem no Piauí
resulta do motivo das reclamações dos usuários, que seria a falta de
resolutividade. O diretor do Hospital, Guido Fontgaland, reconheceu alguns problemas e defendeu-se de acusações.
paralisação geral dos profissionais que trabalham no Hospital Estadual Dirceu
Arcoverde (Heda), em Parnaíba, exceto médicos, tornou-se também um espaço para
denúncias relacionadas à gestão do maior estabelecimento público de saúde do
extremo Norte do Piauí. Nepotismo, negociação questionáveis de escalas entre
médicos de forma a prejudicar o público e até sobrecarga de funções para
trabalhadores que atuam dentro do Centro Cirúrgico e da Unidade de Terapia
Intensiva (UT I). A soma destes desajustes tem sido, segundo o enfermeiro
Erick Ricelly, presidente em exercício do Sindicato da Enfermagem no Piauí
resulta do motivo das reclamações dos usuários, que seria a falta de
resolutividade. O diretor do Hospital, Guido Fontgaland, reconheceu alguns problemas e defendeu-se de acusações.
Médicos
estariam negociando escalas e ganhando indevidamente
estariam negociando escalas e ganhando indevidamente
Erick Ricelly
considera que o Hospital Dirceu Arcoverde está bem servido de médicos, mas que,
mesmo assim, não prestam os serviços que deveriam prestar à sociedade. “Mesmo
tendo uma escala definida eles negociam. Tem dois especialistas de cada área,
mas só fica um porque eles mesmos organizam a escala para que um cubra o outro,
sendo que os dois ganham ao mesmo tempo”, denunciou Erick. “Isso aí é muito raro”, garantiu o diretor Guido Fontgaland, referindo-se às
negociações entre médicos sobre escalas. Ele assegurou estre procedimento não é
corriqueiro no hospital. “A não ser quando existe uma extrema necessidade de um
profissional… ele conversa uma saída temporária: ‘eu vou ali, segura aí que eu
volto já. Pronto! ’”, defendeu.
considera que o Hospital Dirceu Arcoverde está bem servido de médicos, mas que,
mesmo assim, não prestam os serviços que deveriam prestar à sociedade. “Mesmo
tendo uma escala definida eles negociam. Tem dois especialistas de cada área,
mas só fica um porque eles mesmos organizam a escala para que um cubra o outro,
sendo que os dois ganham ao mesmo tempo”, denunciou Erick. “Isso aí é muito raro”, garantiu o diretor Guido Fontgaland, referindo-se às
negociações entre médicos sobre escalas. Ele assegurou estre procedimento não é
corriqueiro no hospital. “A não ser quando existe uma extrema necessidade de um
profissional… ele conversa uma saída temporária: ‘eu vou ali, segura aí que eu
volto já. Pronto! ’”, defendeu.
Nepotismo
no Dirceu Arcoverde
no Dirceu Arcoverde
Outra afirmação
capaz de gerar polêmica, feita por Erick, foi a de que o Hospital Dirceu, em
Parnaíba, está sendo reduto de famílias e uma espécie de cabide de empregos,
utilizado por políticos com assento confortável nos cargos de direção estadual.
capaz de gerar polêmica, feita por Erick, foi a de que o Hospital Dirceu, em
Parnaíba, está sendo reduto de famílias e uma espécie de cabide de empregos,
utilizado por políticos com assento confortável nos cargos de direção estadual.
Ele apresenta um
quadro no sentido de evidenciar a necessidade de mais profissionais e de como
os cargos existentes, mesmo aqueles próprios de agentes públicos concursados,
estão aboletando apadrinhados políticos. “Hoje nós estamos precisando de mais
89 técnicos em enfermagem, 35 enfermeiros, 12 fisioterapeutas e 20 bioquímico”,
garantiu Erick. Para exemplificar o conteúdo das suas denúncias ele disse que
dos 20 fisioterapeutas que trabalham no Dirceu, pelo menos 16 foram guindados
por padrinhos. Apenas quatro chegaram lá mediante concurso público.
quadro no sentido de evidenciar a necessidade de mais profissionais e de como
os cargos existentes, mesmo aqueles próprios de agentes públicos concursados,
estão aboletando apadrinhados políticos. “Hoje nós estamos precisando de mais
89 técnicos em enfermagem, 35 enfermeiros, 12 fisioterapeutas e 20 bioquímico”,
garantiu Erick. Para exemplificar o conteúdo das suas denúncias ele disse que
dos 20 fisioterapeutas que trabalham no Dirceu, pelo menos 16 foram guindados
por padrinhos. Apenas quatro chegaram lá mediante concurso público.
Para resolver esse
problema bastaria o Estado convocar os profissionais concursados, diz Erick.
Mas isso não acontece porque o Heda teria se transformado num “balcão” de
empregos por indicações de grupos políticos que comandam o Estado.
problema bastaria o Estado convocar os profissionais concursados, diz Erick.
Mas isso não acontece porque o Heda teria se transformado num “balcão” de
empregos por indicações de grupos políticos que comandam o Estado.
A família do médico
e ex-secretário estadual de saúde Paulo Lages Gonçalves, dona de hospitais e
clínicas particulares na cidade, é a mais beneficiada, segundo a denúncia de
Erick Riccely. “Esta família inteira de médicos está no hospital compondo o
quadro de contratados”, assegurou. Além do nepotismo, a família estaria
ainda desrespeitando a lei que normatiza o Sistema Único de Saúde(SUS). “O
artigo 26 (Lei do SUS) proíbe pessoa que tem vínculo privado fazer a complementariedade
do SUS e estas pessoas estão contrariando uma lei federal”, interpretou.
e ex-secretário estadual de saúde Paulo Lages Gonçalves, dona de hospitais e
clínicas particulares na cidade, é a mais beneficiada, segundo a denúncia de
Erick Riccely. “Esta família inteira de médicos está no hospital compondo o
quadro de contratados”, assegurou. Além do nepotismo, a família estaria
ainda desrespeitando a lei que normatiza o Sistema Único de Saúde(SUS). “O
artigo 26 (Lei do SUS) proíbe pessoa que tem vínculo privado fazer a complementariedade
do SUS e estas pessoas estão contrariando uma lei federal”, interpretou.
Questionado sobre o
preenchimento de vagas de efetivos por contratados, o diretor do Heda lamentou
a forma que o Estado lida com o assunto. “O problema é que o Estado não chama
os concursados e como o serviço necessita de profissionais ele contrata a
título precário para suprir esta necessidade”, esclareceu.
preenchimento de vagas de efetivos por contratados, o diretor do Heda lamentou
a forma que o Estado lida com o assunto. “O problema é que o Estado não chama
os concursados e como o serviço necessita de profissionais ele contrata a
título precário para suprir esta necessidade”, esclareceu.
Médico Guido Fontgaland, diretor do Heda
UTI e Centro Cirúrgico: Um
profissional para 26 pacientes em vez de dois
profissional para 26 pacientes em vez de dois
A falta de
profissionais das diversas áreas médicas dentro do Dirceu Arcoverde está,
conforme denuncia Erick Ricelly, acarretando uma sobrecarga muito grande de
tarefas, que podem estar tendo reflexos significativos na qualidade do
atendimento dentro do Dirceu Arcoverde. “Hoje, um profissional que deveria, no
Centro Cirúrgico ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cuidar de dois
pacientes, está tendo que dar conta de 26 pacientes em média nos horários de
maior fluxo”, disse.
profissionais das diversas áreas médicas dentro do Dirceu Arcoverde está,
conforme denuncia Erick Ricelly, acarretando uma sobrecarga muito grande de
tarefas, que podem estar tendo reflexos significativos na qualidade do
atendimento dentro do Dirceu Arcoverde. “Hoje, um profissional que deveria, no
Centro Cirúrgico ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cuidar de dois
pacientes, está tendo que dar conta de 26 pacientes em média nos horários de
maior fluxo”, disse.
A falta de
profissional em número suficiente não foi negada pelo diretor do Dirceu
Arcoverde. Ele disse não saber a exata proporção entre quantidade de
trabalhadores e pacientes, mas questionou os números declarados pelo presidente
do Sindicato da Enfermagem, mas admitiu: “Realmente o número de enfermeiros é
pequeno para o número de pacientes e isso acarreta os profissionais”.
profissional em número suficiente não foi negada pelo diretor do Dirceu
Arcoverde. Ele disse não saber a exata proporção entre quantidade de
trabalhadores e pacientes, mas questionou os números declarados pelo presidente
do Sindicato da Enfermagem, mas admitiu: “Realmente o número de enfermeiros é
pequeno para o número de pacientes e isso acarreta os profissionais”.
Fonte:F. Carvalho, do www.a24horas.com

