Surgimento de nova testemunha sobre facada em Bolsonaro inclui Jean Wyllys na rota de investigações

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) protocolou um pedido no Senado para que o ex-deputado federal Jean Wyllys preste esclarecimentos sobre a tentativa de homicídio contra o presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi motivada na noite de ontem (27) pelo depoimento  à Polícia Federal de uma nova testemunha do caso que ligou Adélio Bispo, o autor da facada, ao ex-parlamentar do PSOL.

A testemunha em questão, chamado Luciano de Sá Carvalho, conhecido “mergulhador”, disse ao jornalista Oswaldo Eustáquio, no último domingo (26), que conhecia Adélio e que o autor da facada contra Bolsonaro já havia visitado o gabinete de Jean em 2013.

Depois da revelação, Luciano foi chamado por um delegado da PF para prestar depoimento.

Os registros que comprovam a ida de Adélio Bispo à Câmara em 2013 de fato existem, mas o local exato de sua visita foi apagado do sistema da casa.
No entanto, Luciano garante que o próprio Adélio confirmou a ele que foi por duas vezes ao gabinete do psolista. Atualmente, Wyllys mora na Alemanha, ele renunciou ao cargo de deputado em 29 de janeiro de 2019, sob a alegação de que estava sofrendo ameaças em razão de seu posicionamento político.

“Luciano de Sá, o mergulhador pode ser a última testemunha viva (que se pode provar por meio de fotos) que esteve com Adélio Bispo, já que algumas pessoas que poderiam ser testemunhas no caso acabaram morrendo de forma misteriosa”, disse o senador.

Proteção à testemunha:

“Também estou protocolando ofício junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pedido de proteção à testemunha para Luciano de Sá (mergulhador), por entender que o mesmo corre risco de morte”, escreveu Marcos do Val.(Feitosa Costa)

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