TCU entra em contrato de R$ 11 milhões da Educação do Piauí ligado a Whindersson Nunes

O caso Whindersson Nunes ganhou dimensão nacional. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu entrar na apuração do contrato de cerca de R$ 11 milhões, firmado sem licitação entre a Secretaria de Educação do Piauí (Seduc-PI) e a empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., apontada como ligada ao humorista. A contratação por inexigibilidade de licitação  mecanismo legal que só se sustenta em casos de exclusividade comprovada  levantou suspeitas desde que veio a público.

Com a entrada do TCU, o episódio deixa de ser apenas um tema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e passa a ser tratado em âmbito federal, elevando o grau de gravidade do caso. Em acórdão recente, o TCU apontou dúvidas relevantes sobre a justificativa de exclusividade, além da ausência de pesquisa de preços de mercado e fragilidades na definição do objeto contratado. Embora não tenha suspendido o contrato de imediato, o Tribunal determinou que a Seduc apresente, em até 15 dias, documentação detalhada sobre valores pagos, serviços executados, materiais fornecidos e treinamentos realizados.

O contrato foi firmado durante a gestão do então secretário de Educação Washington Bandeira, hoje citado nos bastidores políticos como possível candidato a vice na chapa de reeleição do governador Rafael Fonteles. O avanço das investigações acende um alerta político: caso irregularidades sejam confirmadas, o episódio pode atingir diretamente a gestão do ex-secretário, com repercussões administrativas, judiciais e eleitorais. Especialistas em direito público lembram que decisões desfavoráveis em tribunais de contas, quando confirmadas pela Justiça, podem resultar em sanções severas, incluindo inelegibilidade, colocando em risco projetos políticos futuros.

Com o TCU no caso Whindersson Nunes, o contrato milionário da Educação do Piauí passa a ser acompanhado de perto em Brasília, aumentando a pressão sobre o governo estadual e reforçando o debate sobre o uso de recursos públicos da educação. (Silas Freire)

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