UFDPar se manifesta e esclarece atrasos salariais de terceirizados após matéria publicada

A Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) divulgou, nesta segunda-feira (9), um direito de resposta em que presta esclarecimentos sobre atrasos salariais envolvendo trabalhadores terceirizados que atuavam na instituição. A manifestação ocorre após a publicação de matéria no Portal PHB em Nota, que, segundo a universidade, apresentou informações incompletas e imprecisas, sem que houvesse consulta prévia à administração para posicionamento institucional.
De acordo com a Reitoria, a responsabilidade pelos atrasos salariais é da empresa contratada em 2020 para prestação de serviços de apoio administrativo, que vem descumprindo reiteradamente suas obrigações trabalhistas, incluindo o pagamento regular de salários. Diante do cenário, a UFDPar afirma que, desde janeiro de 2025, passou a adotar medidas administrativas excepcionais, dentro dos limites legais, chegando a realizar pagamentos diretos aos trabalhadores por meio de processos formalizados no sistema SIPAC/UFPI
A universidade também destacou que manteve fiscalização ativa e contínua do contrato nº 03/2020, com designação formal de fiscal, além de cobranças reiteradas à empresa, retenção de notas fiscais, aplicação de descontos contratuais e comunicação a órgãos como a Gerência Regional do Trabalho, Caixa Econômica Federal e Receita Federal. Segundo a UFDPar, um processo sancionatório contra a empresa foi instaurado ainda em janeiro de 2025 e segue em andamento
Sobre os salários em atraso, a Reitoria informou que os pagamentos estão sendo processados e devem ser concluídos ao longo desta semana, respeitando os trâmites administrativos exigidos pela legislação. Mesmo após o encerramento do contrato, ocorrido em 3 de fevereiro de 2026, a instituição afirma ter destinado recursos de repactuações pendentes para assegurar o pagamento de salários de janeiro e verbas rescisórias, dentro dos limites legais.
Em relação à continuidade dos serviços, a UFDPar esclareceu que um novo processo licitatório foi concluído em 4 de fevereiro, resultando na contratação de nova empresa. A não recontratação integral dos antigos trabalhadores, segundo a universidade, ocorreu em razão da redução da demanda por terceirização, motivada pela realização de concurso público e pela nomeação de novos servidores técnico-administrativos
A instituição também negou falta de diálogo, afirmando que promoveu diversas reuniões presenciais com os trabalhadores terceirizados ao longo do período, prestando esclarecimentos sobre a situação contratual e as medidas adotadas. Ao final, a Reitoria reiterou o compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção dos trabalhadores, colocando-se à disposição do portal e da sociedade para novos esclarecimentos. (PHB em Nota)

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