Uma nação corrompida

Jamais, em tempo algum, a corrupção registrou níveis tão elevados quanto nas últimas décadas, no Brasil.
Carlos Chagas
A história merece ser lembrada. Paris estava entregue a todo tipo de ladrões, assaltantes  e salteadores. O rei Carlos IX, talvez desejando aprender, quis saber como os batedores de carteira  praticavam tão bem a sua arte. Assim, instruiu a polícia para convidar os dez maiores “artistas” para o próximo baile real, onde  a recém-recomposta aristocracia  e a alta burguesia  estariam presentes. Terminado o baile os dez larápios foram aprisionados, verificando-se que em dinheiro e jóias, haviam recolhido milhares de francos. O rei quase morreu de rir e permitiu que os bandidos  conservassem o fruto de suas coletas, mas, por cautela, determinou que fossem todos alistados no exército. Com a França em guerra, era mais fácil tê-los mortos do que vivos.
Com todo o respeito, a presidente Dilma  Rousseff deveria preparar  imediatamente um grande baile da República. Ficaria difícil selecionar apenas dez dos participantes, talvez fosse melhor desconfiar e revistar todos os convidados.
Porque jamais, em tempo algum, a corrupção registrou níveis tão elevados quanto nas últimas décadas, no Brasil.  Não há quem não procure levar vantagem em tudo, com sinceras desculpas ao grande craque do passado.

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