Vereadores não realizam Audiência Pública para discussão do Orçamento 2016: faltou povo

                                                                 Câmara Municipal
Audiências Públicas
Definitivamente os vereadores que iniciaram em 2013 a atual legislatura parece não serem os mesmos que em 2015 estão completando 3 anos de seus atuais mandatos. Sim, porque no primeiro ano a Câmara Municipal bateu todos os recordes em número de realizações de audiências públicas, com a presença em todas elas da maioria deles. Este ano a coisa mudou muito. Só esta semana duas importantes audiências públicas estavam programadas. A primeira, na quarta feira, para discutir problemas de violência na cidade, o que ocorreu, com a presença de apenas 4 dos 17 vereadores. A segunda, marcada para 5ª feira, quando seria discutido o orçamento municipal para 2016, não aconteceu porque foram apenas 3 vereadores. E nenhum representante da população.
O povo
Aliás, há muito tempo que o “povão” não comparece às sessões realizadas pelos vereadores, tampouco em audiências públicas, anteriormente realizadas com representantes de associações de moradores, sindicatos, Ongs, clubes de serviço, etc. Afinal, Parnaíba possui cerca de 34 bairros, afora os conjuntos residenciais, onde também existem associações de moradores, cujos “líderes” só aparecem mesmo em profusão em período eleitoral. Nesta época a maioria se destaca fazendo o papel de cabo eleitoral para “descolar” algum trocado dos candidatos. E parte dos vereadores agradece pela ausência do povo, porque não se preocupa em levar a plenário assuntos relevantes para serem discutidos.
Orçamento Municipal
É de R$ 322.881.400 a previsão orçamentária de 2016 do município de Parnaíba. A proposta está na Câmara e deveria ser discutida em audiência pública na Câmara nesta quinta feira, quando os vereadores iriam ouvir as reivindicações da população e depois apresentarem suas emendas. A audiência pública não ocorreu porque faltou povo e faltou vereador. É um evidente sinal de que todos se convenceram da seguinte verdade: quase nada do que definem neste tipo de expediente é colocado em prática. ”Perder tempo discutindo o que não terá nenhum valor prático é perder tempo”, dizem alguns vereadores.

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