ZÉ FILHO fica ‘mudo’: é grande chance de Wilsão não sair

De volta dos dias de folgas no litoral, o governador Wilson Martins
(PSB) já tem pela frente o primeiro desafio de 2014, reunir os partidos
para estruturar a construção de uma espécie de nova base governista.
Entre os aliados é cada vez maior a convicção que Wilsão fica no cargo
até o final do ano com ou sem acordo com o PT de Wellington Dias. Mas
enquanto todos os holofotes da política estadual estão voltados neste
momento para esse imbróglio entre PSB e PT, o vice-governador Zé Filho
(PMDB) acompanha o desenrolar dos fatos à distância, em silêncio como se
ele não fosse um dos maiores afetados com a decisão de Wilsão.
 Para
muito aliados, seria justamente esse distanciamento de Zé Filho, aliada
a baixa popularidade e as suspeitas que o vice dificilmente estará com a
saúde 100% para o próximo ano, que levariam Wilson Martins a não
contemplar o peemedebista em seus planos sucessórios de 2014. Wilson
Martins tem avaliado outras sugestões como a possibilidade de lançar um
candidato próprio do PSB ou chegar a um acordo com o PSDB de Sílvio
Mendes.
Com essas duas possibilidades ele também enfrentaria
problemas. Primeiro, o PSB não possui um nome forte para se lançar
candidato. As opções seriam os secretários Wilson Brandão e Átila Lira.
Nomes fortes na disputa por vagas na Assembleia, mas que dificilmente
teriam o mesmo desempenho em uma eleição para governador. Brandão é
apontado como o preferido de Wilsão.Se lançar Sílvio Mendes como seu
candidato, ele teme perder aliados, principalmente o PMDB, que tem
grande rejeição pelo nome de Sílvio. Os peemedebistas acreditam que se
ganharem com o tucano não irão levar nada.
 Sem apoio até mesmo no partido, Zé Filho prefere o silêncio. A última
aparição do vice foi ainda no início de dezembro, durante a reunião de
metas realizada por Wilson Martins com a presença de todos os gestores,
na Escola Fazendária. Ele chegou de muleta e pela primeira vez declarou
que se assumir o governo em 2014 será candidato. A decisão de Zé Filho
de ficar em silêncio passaria por duas justificativas: ou ele não
visualiza a possibilidade de manter a base unida em torno de seu nome ou
tem convicção da saída de Wilsão em abril de 2014. Nessa última opção,
ele assumiria o governo e as rédeas da sucessão estadual.
O
vice-governador estaria aguardando o resultado da reunião desta quinta
para analisar se teria realmente uma candidatura viável. Nesse encontro,
Wilson Martins deve dar aos aliados pistas sobre qual decisão irá tomar
em 2014, já que tem gente reclamando que não poderá garantir apoio sem
saber se ele sai ou fica.
Publicado Por: Lídia Brito

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.