O secretário estadual de Fazenda do Piauí, auditor fiscal Emílio JúniorA segunda parcela do décimo terceiro salário dos servidores públicos estaduais do Piauí será paga no dia 17 de dezembro de 2026. O pagamento deve movimentar aproximadamente R$ 350 milhões na economia do estado, fortalecendo o comércio e diferentes setores de serviços durante o período de fim de ano. A informação foi confirmada pelo secretário estadual da Fazenda, Emílio Júnior, durante entrevista ao podcast Papo com Notícia, apresentado pelo jornalista Luiz Brandão, do Portal Piauí Hoje.
Na conversa, o secretário também abordou a situação financeira do estado, os investimentos realizados por meio de operações de crédito, a Previdência estadual, o programa de recuperação fiscal (Refis), a reforma tributária e as perspectivas de desenvolvimento econômico do Piauí.
Ao falar sobre o pagamento dos servidores, Emílio destacou que a regularidade dos salários é uma das prioridades da administração estadual e ressaltou o impacto desses recursos na economia.
“Uma das coisas que é prioridade zero já do nosso governador Wellington Dias e também do Rafael é o pagamento do servidor. Até porque a gente tem a consciência da importância que é o salário do servidor, não só para o servidor, mas também para o comércio, a economia, como supermercados, lojas.”
Décimo terceiro movimentará R$ 350 milhões
Atualmente, o governo estadual divide o pagamento do décimo terceiro em duas parcelas. A primeira é depositada no mês de aniversário do servidor, enquanto a segunda segue o calendário anual estabelecido pela Secretaria da Fazenda.
Durante a entrevista, o jornalista Luiz Brandão questionou o secretário sobre a data do pagamento da segunda parcela. Emílio Júnior confirmou que o depósito será realizado no dia 17 de dezembro. A estimativa apresentada na conversa é de aproximadamente R$ 350 milhões líquidos movimentados com o benefício.
O secretário explicou que a previsibilidade dos pagamentos também permite que os comerciantes organizem suas vendas e ofereçam condições de pagamento aos funcionários públicos.
“Quando você tem os pagamentos sendo feitos em dia, regulamentados, regrados, já sabe o dia, o comerciante pode vender para aquele servidor público de maneira parcelada, porque ele já sabe o dia que vai receber e pode se comprometer.”
Secretário de Fazenda acrescentou que a circulação de salários representa um volume expressivo de recursos no estado. “Esse dinheiro circulando na economia é da ordem de mais de R$ 10 bilhões por ano, então, com certeza, é muito dinheiro no estado”, declarou.
Estado apresenta superávit orçamentário
Outro assunto discutido foi a situação fiscal do Piauí. Emílio Júnior participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, realizada a cada quatro meses, para apresentar os dados de arrecadação, despesas e investimentos do governo estadual.
Segundo o secretário, o estado registrou superávit de aproximadamente R$ 1,7 bilhão no resultado orçamentário apresentado no período. Ele explicou, entretanto, que esse indicador não significa que o resultado primário anual necessariamente terminará positivo, uma vez que são considerados diferentes critérios de receitas, despesas e investimentos.
“Esse superávit dentro do quadro mesmo não significa que ele vá fechar dessa forma”, explicou.
O secretário também apresentou os percentuais de aplicação de recursos em áreas obrigatórias. Segundo os dados mencionados por ele, o estado já havia aplicado aproximadamente 14% da receita em saúde, acima do mínimo constitucional de 12%. Na educação, a projeção apresentada era de aproximadamente 25,5%, considerando o mínimo de 25%.
Sobre as despesas com pessoal, o secretário afirmou que o Piauí utiliza atualmente cerca de 42% da receita corrente líquida para pagar os servidores, enquanto o limite estabelecido é de 60%.(Piauihoje)