O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) travou a liberação de recursos para a obra da Orla da Lagoa do Bebedouro, um projeto orçado em R$ 11,5 milhões. A auditoria identificou indícios claros de pagamento antecipado: o dinheiro público saiu do caixa municipal, mas o serviço, que já foi pago, não!
por que a Prefeitura de Parnaíba virou notícia quinzenal nas páginas de investigações fiscais e auditorias do Ministério Público e do TCE-PI?

O Tribunal de Contas não é um partido de oposição, nem atua por simpatia ou birra ideológica. Ele opera sobre planilhas, medições técnicas e notas fiscais, ou seja, eles não estão criando uma narrativa política, estão apontando que a conta do município simplesmente não fecha. E isso virou quase uma regra em Parnaíba.
Se o dinheiro sai da conta antes que o tijolo seja assentado na Lagoa do Bebedouro, ou se intervenções no canteiro central da Pinheiro Machado, orçadas em R$ 2,5 milhões, se arrastam com prazos estourados e atropelos ambientais, a pergunta a se fazer é se estamos diante de perseguição ou de pura e simples incompetência administrativa.
O prefeito fala bonito, abraça seus seguidores, mas não explica a sequência de polêmicas e entraves na justiça.
A função do controle externo é justamente evitar o dano irreversível ao erário. O TCE-PI está apenas fazendo o papel dele. Ou seja, a outra questão aqui é que ficar apenas no jogo de “notifica, suspende, recorre, libera, faz de novo” transforma a fiscalização em um sistema que já aprendeu a rodar assim.
Se a cada 15 dias há um novo alerta sobre o mesmo CNPJ da Prefeitura de Parnaíba, a cobrança da população e da imprensa deve subir de tom não apenas contra quem erra na gestão, mas também contra a timidez dos órgãos de fiscalização. (Fonte:Opinião Parnaíba/facebook)