Collor venceu prometendo caçar os marajás do serviço público. E chamando de ladrão o então presidente José Sarney
Fernando Collor, eleições 1989 (Foto: Estadão)
Por: Ricardo Noblat
Pouco mais de 20 candidatos disputaram em 1989 a primeira eleição direta para presidente da República depois do fim da ditadura militar inaugurada em 1964.
Os dois que passaram para o segundo turno foram os menos identificados pelos eleitores com a figura do político tradicional.
Lula, porque de fato não era. Fernando Collor, ex-governador de Alagoas, porque fingiu que não era. E fingiu bem.
No último domingo, o comediante Jimmy Morales venceu por larga margem a eleição para presidente da Guatemala.
Sem nenhuma experiência política, sucederá a um presidente que foi deposto por corrupção.
A única bandeira de Morales foi o combate à roubalheira.
Collor venceu prometendo caçar os marajás do serviço público. E chamando de ladrão o então presidente José Sarney.
Escrevi no Jornal do Brasil em 25/1/88:
“O espaço político e social do país vai ficando cada vez mais fértil para o surgimento de um falso Messias que prometa virar tudo pelo avesso”.
Escreveria novamente.
