Tesouraço
O PT que gosta de gastar segue nos bombardeios a Rafael Fonteles. Segundo a Folha, Fonteles termina a semana sob fogo amigo de integrantes do próprio partido, que exploram a preferência de setores do mercado financeiro por seu nome como um risco de que ele vá patrocinar um “tesouraço” nas despesas, nos moldes do ajuste fiscal prometido pela equipe do candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Quem?
Diz a Folha que dois dos principais líderes dos ataques internos a Rafael partem do ex-diretor-executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional) Paulo Nogueira Batista e de Guido Mantega, que foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, alvo de impeachment sob a desculpa de gastos não autorizados pelo Congresso.
Preparando o terreno 1
Para o jornal paulista, Rafael se antecipou à pressão do PT e deu entrevista à própria Folha em que defendeu um governo mais ousado para melhorar a vida do povo, sem perder de vista a responsabilidade fiscal.
Preparando o terreno 2
O governador reeleito do Piauí manteve as mesmas posições em entrevistas a outros jornais, nas quais repetiu o receituário, o que é percebido pelo entorno de Lula como uma fala alinhada com o pensamento do presidente, que quer dar mais “frescor” ao seu próximo mandato em resposta às demandas dos seus eleitores.
Mercado
Diz ainda o jornal paulista que “aos olhos do mercado financeiro, Fonteles é o melhor nome no momento dentro do PT, por ter uma formação econômica, de acordo com um executivo de uma grande instituição financeira, que considera que há muitos advogados no time econômico de Lula atual”.
Favoritismo
A Folha enxerga favoritismo de Rafael Fonteles porque ele seria bem aceito pelo mercado financeiro.
Diz o jornal que o presidente Lula tem sinalizado, em conversas com aliados, que o nome do futuro ministro terá crédito com o mercado financeiro e agradará a empresários — o que tem sido interpretado como um reforço ao favoritismo de Fonteles, nome que tem tido aceitação entre os representantes da Faria Lima.
Críticas
Ainda segundo a Folha, “o governador do Piauí também teria conhecimento técnico para rebater críticas que já surgem contra o governo por causa dos novos tributos aprovados pela reforma tributária, uma vez que ele participou dos debates para a aprovação da medida no Congresso.”(Portalaz)