A temperatura vai subir

Por:Zózimo Tavares(*)

Agora que estão definidas as chapas, as coligações e os candidatos, a temperatura da campanha eleitoral promete subir no Piauí, especialmente entre os candidatos a governador pelas duas principais coligações. O governador Zé Filho (PMDB) e o senador Wellington Dias (PT) já andaram trocando farpas. Ontem, na convenção do PCdoB, o governador pisou no pé dos adversários: 
– Eles se achavam imbatíveis, mas agora estão temendo enfrentar a base aliada. Eles [adversários] estão tremendo ainda mais depois de uma convenção grandiosa como a que fizemos. Estão com medo, pois sabem que o Piauí tem um representante. Achavam que não seríamos candidato. O povo do Piauí quer algo novo e não voltar ao passado. Tiveram oportunidade de fazer e não fizeram.
Na convenção que homologou seu nome como candidato a governador, na sexta-feira, o senador Wellington Dias também provocou o adversário: “Formamos uma chapa de pessoas honestas. Hoje cedo um grupo de trabalhadores da construção civil me dizia que por aí falam em dinheiro, mas não que eu não tivesse medo. Eles me diziam para não ter medo, porque o povo é o paredão. Agora somos nós”.
Em entrevistas ao longo da semana passada, o senador fustigou a chapa governista: “A gente faz campanha é com quem quer fazer. Os que estão conosco é voluntariamente. Não teve barganha, não teve rasteira, não teve traição. Não teve ninguém que veio no anzol, na marra. Veio porque veio de coração. Campanha tem que ser feita assim. Com paixão, com coração”.
O senador Wellington Dias conhece bem os dois lados da moeda. Já ganhou eleição de governador, em 2002, e também já foi governador e concorreu à reeleição com a caneta na mão. Sabe o peso que ela tem, pois em 2006 ele conseguiu estraçalhar as oposições montado na máquina do Estado. 
Se Wellington Dias não faz barganha agora, como ressalta, é porque não pode. Que barganha pode fazer a oposição? O que lhe compete é tão-somente denunciar aos órgãos competentes e também publicamente eventuais usos da máquina na campanha eleitoral. 
Quanto ao eleitor, este que se prepare para presenciar um fogo cruzado em pouco tempo, por mais que os candidatos digam que vão defender uma campanha de alto nível.

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