A TERRA DOS GOVERNADORES

Por:
Antônio Gallas(*)
Não há lugar mais democrático e mais ecumênico na
Praça da Graça do que a “Banca do Louro”. Ali se reúnem pescadores, caçadores,
outros mentirosos e faladores da vida alheia. Uns vão para “curiar” as
manchetes dos jornais, outros para ouvir as fofocas da política, do futebol e
também da vida das outras pessoas, como é peculiar ente os desocupados, ou melhor
dizendo, aposentados. Não importa a raça, a facção político-partidária, a
religião ou a condição social. A banca do Louro, cognome de nosso amigo
Francisco das Chagas Sampaio,  é parada
obrigatória para quem está no centro de Parnaíba e passa pela Praça da Graça.
Eu mesmo sou um dos frequentadores…
Dia 05 de abril, sábado pela manhã, passo na Banca
do Louro e faço uma parada para ouvir comentários sobre a posse do novo
governador do Piauí, agora o parnaibano Antônio José de Moraes Souza Filho, o
Zé Filho. O próprio Louro foi quem me instigou: __ por que a imprensa da
capital quando se refere a Barras a denomina de ”a terra dos governadores”? Ele
próprio, o Louro, satisfazendo sua curiosidade pesquisou e encontrou 5 nomes de
pessoas que já governaram o Piauí e que dizem serem oriundos de Barras:
Taumaturgo de Azevedo, Coriolano de Carvalho, Raimundo Arthur de Vasconcelos,
Matias Olímpio e Leônidas de Castro Melo.
De fato a acolhedora cidade situada ao norte do
Estado, distante cerca de 120 km da capital, que tem como padroeira Nossa
Senhora da Conceição e que recebeu o nome Barras por ficar entre as barras dos
rios Marataoan e o Longá, teve o privilégio de um de seus filhos, o marechal
Taumartugo de Azevedo ter sido o primeiro governador republicano do Piauí no
período 1889 a 1890. Alguns historiadores citam o período de 1889 a 1892, porém
há registros na história de que ele também exerceu o mandato de governador do
estado do Amazonas de 1891 a 1892. O segundo governador natural de Barras é
Coriolano de Carvalho e Silva que nasceu no dia 23 de Maio de 1857 e governou o
Piauí de 1892 a 1896, todavia, Raimundo Arthur de Vasconcelos apontado como
barrense, governador no período 1996 a 1900, não nasceu em Barras, sim em
Teresina no dia 29 de março de 1866. Depois vieram sim, dois barrenses que
foram Matias Olímpio no período compreendido entre 1924 a 1928 e o professor
Leônidas de Castro Melo que permaneceu de 1935 até 1945. Portanto Barras se iguala
a Parnaíba em número de filhos que governaram o Piauí. E se nós formos
contabilizar o tempo de permanência de parnaibanos e barrenses no palácio de
Karnak, Parnaíba ganha. Sem querer desmerecer Barras, cidade na qual tenho
muitos amigos, acho que, Parnaíba hoje sim, faz jus à denominação de “a terra
dos governadores”, principalmente porque mais um filho desta terra ocupa o
cargo de governador, o parnaibano Antonio José de Moraes Souza Filho. Quanto ao
novo governador, agora um político mais experiente, o povo da Parnaíba acredita
que ele possa conduzir o os destinos estado com equilíbrio, apesar do curto
período de nove e quem sabe, poderá ser até reeleito para mais quatro, mas para
que isso ocorra é necessário acontecer duas coisas: romper o acordo feito com a
alta cúpula do seu partido para não sair candidato a governador (o que não é
difícil) e superar os outros candidatos nas pesquisas eleitorais. A Parnaíba a
acredita e confia no novo filho governador.

(*)Antônio
Gallas é professor e jornalista

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