“Esse Themístocles manja da arte de fazer política, viu”. A frase é de uma fonte deste colunista. Fonte “Rafaelista”, diga-se de passagem.
Tratava-se de uma análise das imagens que marcaram o fim de semana: o senador Ciro Nogueira (Progressistas) ao lado do vice-governador Themístocles Filho (MDB).
Ciro, a convite da prefeita Ivanária Sampaio, esposa de Themístocles, foi à cidade participar de uma festa que teve até show de um cantor nacional (Pablo). Antes de irem, juntos, até o local da festa, uma parada na casa de Thé-Thé.
E aí, com gente da imprensa presente, não teve como evitar: as imagens passaram a se espalhar pelas redes sociais e portais de notícia. Sabe quando a imagem fala?! Pois é… O pré-candidato a vice-governador -vaga até então ocupada por Themístocles- Washington Bandeira meio que escanteado.

Alguns jornalistas perguntaram à Bandeira o que ele achava desta situação, já que Rafael Fonteles -e principalmente Fábio Novo, presidente do PT- têm determinado que a base governista inteira tem praticamente a obrigação de votar nos candidatos deles, isto é, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
Não são poucos os prefeitos e lideranças -até mesmo do próprio PT- que não apenas preferem votar em Ciro do que em um dos dois (Marcelo ou Júlio), como aparecem em imagens e declaram publicamente que não seguem a obrigação que Rafael Fonteles e Fábio Novo têm colocado como imposição.
Só que agora quem subiu o sarrafo foi o próprio vice-governador. Themístocles Filho, como todos sabem, já há algum tempo não aparece nem em fotos com Rafael Fonteles. A não que seja algo beeeem protocolar. Claro que guarda uma certa mágoa na escola do governador, que lhe deu um pé na bunda para acolher um dos seus Rafaboys preferidos, o colega de Dom Barreto e ex-juiz Washington Bandeira.

Desde que essa decisão se tornou pública, Themístocles meio que se recolheu em um silêncio que fez muito barulho nos bastidores da política local. Pois a vingança chegou. E foi bem ao estilo Themístocles de fazer política. A imagem de Washington Bandira escanteado -segundo fontes, não foi só na casa, mas durante o show do Pablo também- e um sorridente Ciro ao lado de Themístocles e Ivanária doeu como um tapa com luva de pelica…
E o pior -ou seria melhor?!!- não foi apenas uma saia justa para Bandeira (coitado, é um novato no ramo desse negócio chamado “bastidor político”). Foi praticamente o fim da esperança de Júlio César, o segundo senador da chapa governista. Na maioria das pesquisas eleitorais ele aparece em terceiro lugar. E esperava que nomes da base, como o próprio Themístocles, pudessem fortalecer seu nome. Ledo engano… não teve o apoio e ainda assistiu a um roteiro que nem mesmo os autores das melhores novelas da Globo teriam escrito.
Agora deu pra entender a frase do começo deste texto “Esse Themístocles manja da arte de fazer política”.(Guilherme Freire)