Agentes estão expostos ao perigo no presídio de Parnaíba, diz Sinpoljuspi

                     
Diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários em Parnaíba, André Seixas
O caos no sistema prisional é uma realidade em todo
o Piauí. A permanência
de presos em distritos, a superlotação e a falta de condições de salubridade
nos presídios, são uma realidade no sistema prisional do estado. Em Parnaíba, o
presídio abriga 362 detentos, o triplo de presos que a sua capacidade permite.
A única unidade prisional do estado a funcionar em regime misto (abrigando
homens e mulheres) está usando uma ala que serviria de berçário e um refeitório
como celas improvisadas, por causa da falta de espaço.

Ainda pela falta de celas, existem também detentos espalhados entre os
corredores que separam os pavilhões. Outra situação alarmante no local é o
encontro entre visitantes e presos que ocorre dentro das celas, por falta de
espaço. Tudo fica inda pior devido o armamento mínimo colocado à disposição dos
agentes. São apenas sete armas entre escopetas, espingardas e revólveres.
Segundo o diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários em Parnaíba, André
Seixas, os trabalhadores estão expostos ao perigo.

“A situação do Presídio de Parnaíba é particular. O
local era um mercado e passou por uma adaptação para se tornar um presídio. As
condições que temos para trabalhar nele são quase mínimas. Há poucos agentes,
com apenas cinco servidores por plantão para dar conta de 362 detentos. A
partir do momento que o agente coloca o pé dentro desta unidade prisional a
vida dele está em risco”.
“O que faltou foi gestão e planejamento por parte
da Secretaria de Justiça e nós já estamos elaborando uma ação civil pública
para coibir a entrada de presos nas unidades prisionais sem a previsão de
aberturas de novas vagas”, explicou. (Com informações do G1-Piauí)

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.