Geralmente se reveste em festa para a cidade a visita de um presidente da República. Ele sempre traz boas noticias, traduzidas na liberação de recursos para alavancar o desenvolvimento. Isso, entretanto, não tem ocorrido quando se trata da presidenta Dilma e o Piauí. Suas passagens pelo Estado – sexta-feira registrou-se a terceira e a segunda em menos de quatro meses da outra – não tem sido à altura das necessidades do Estado. Fica no campo das promessas e as cobranças dos representantes não surtem o efeito esperado. É muito recorrente no Piauí o dito popular: “quem muito se abaixa, o fundo aparece”. Há muito tempo se vê o fundo dos políticos por aqui no Piauí, quando se trata de obras de relevância do governo federal, e até mesmo gestos políticos, de simples respeito, deixam de ser dispensados aos nossos representantes do Legislativo e Executivo, pelos presidentes. Mas na eleição seguinte a votação popular é maciça, e os apoios no Congresso ao governo não faltam. Nas bancadas do Piauí no Senado e na Câmara não há opositor do governo federal, todos votam com a presidenta. Lamentavelmente, ninguém entre os políticos alinhados cobra, com firmeza, o que poderia ser de interesse para as obras de mobilidade urbana, melhoria dos hospitais, notadamente na questão de atendimento de urgência
Em fevereiro, Dilma prometeu centenas de milhões. Sexta-feira, também. E os políticos daqui sequer cobraram o andamento das promessas, ainda virgens da última visita. Não merece ser respeitado quem não se dá respeito.
(Com informações de Arimatéia Azevedo)
